“A Borborema é uma zona de conservação de Biodiversidade no Brasil”, dizem pesquisadoras da USP em encontro

Encontro – Foto: AS-PTA

“Gostaria de parabenizar os guardiões de sementes pelos dados impressionantes que vimos aqui. Pelas nossas andanças, podemos afirmar com certeza que a região do Polo da Borborema é uma zona de conservação da biodiversidade no Brasil. Espero que o território possa usar estas informações para dar passos cada vez maiores”. A fala é de Natália Araújo, uma das pesquisadoras da Universidade de São Paulo (USP). Ela esteve no Encontro de Guardiões e Guardiãs de Sementes da Paixão do Polo da Borborema, realizado na quarta (18) e quinta-feira (19), em Arara, no Agreste.

O evento reuniu cerca de 80 representantes da rede de mais de 60 Bancos de Sementes de Comunitários (BSC) espalhados pelos 13 municípios de atuação do Polo da Borborema, uma articulação de sindicatos de trabalhadores rurais que há mais de 20 anos atua pela construção de um território agroecológico na região da Borborema, no Agreste da Paraíba, com a assessoria da AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia.

Os BSC são espaços de gestão coletiva das sementes locais cultivadas pelas famílias agricultoras, uma estratégia tão antiga como a da própria atividade da agricultura, de formação de estoques coletivos de sementes para se ter a garantia de disponibilidade do recurso no momento certo de plantar.

“Pelos Bancos de Sementes Comunitários não circulam apenas sementes, circulam histórias, saberes, solidariedade e vemos como é cada vez mais necessário que haja pesquisas solidárias e não ‘solitárias’”, completou Natália, que faz parte do grupo de acadêmicos que realizam pesquisas participativas na região a socializar resultados durante o encontro.

Durante o evento, foram socializados os resultados de duas pesquisas sobre manejo comunitário da agrobiodiversidade realizadas na Borborema. A primeira foi a coordenada pela professora Christine Werba Saldanha, do Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal da Paraíba – UFPB, em João Pessoa, que há três anos vem dando continuidade a um trabalho de monitoramento dos estoques dos BSC na região, que teve início em 2015.

A pesquisa mobiliza cinco estudantes de graduação e mestrado dos cursos de Engenharia de Produção, Agroecologia e Agronomia, em uma parceria com a Universidade Estadual da Paraíba – UEPB e o Centro de Ciências Agrárias da UFPB de Areia e as famílias guardiãs de sementes da Borborema.

Saiba tudo o que aconteceu neste encontro aqui.

Fonte: AS-PTA

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