Após cobranças, Temer acerta maior participação de Cássio e da cúpula tucana no governo federal

O Jornal Folha de São Paulo, trouxe na sua edição desta sexta-feira (19), que o jantar ocorrido na última quarta-feira (17), o presidente interino, Michel Temer, acertou com a cúpula do PSDB uma maior participação dos tucanos nas decisões do governo, principalmente as relacionadas ao controle dos gastos públicos. Quem estava na reunião era o senador é líder do PSDB Cássio Cunha Lima que há algum tempo atrás era maisresistente à participação efetiva do PSDB no Governo Federal.

Ficou combinado que o líder do governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), passará a integrar as reuniões no Palácio do Planalto do núcleo econômico do governo. “Eles pediram, com toda razão, uma maior participação no processo de formulação do governo”, disse à Folha o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), que participou do jantar no Palácio do Jaburu do presidente interino com líderes do PSDB.

O encontro no Jaburu contou com a presença também do líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), do líder da sigla na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), e de Aloysio Nunes Ferreira. Do lado do governo, também esteve presente (SP) o secretário do Programa de Parcerias de Investimento, Moreira Franco.

Segundo Padilha, foi um encontro de “aproximação”, no qual os tucanos manifestaram o desejo de “construir coletivamente” as principais medidas do governo Temer. “O pedido deles é procedente. Eles vão participar mais. Os outros aliados, também”, afirmou o ministro da Casa Civil.

O jantar foi organizado por Temer depois de seguidas críticas do PSDB a recuos do governo em medidas na área do ajuste fiscal. Em conversas reservadas, tucanos dizem que o governo começou muito vacilante e que isto não pode continuar depois do período de interinidade.

Eles afirmam que, para seguir apoiando o governo, é preciso que Temer seja mais duro na defesa das medidas econômicas. Durante o jantar, os tucanos reclamaram, por exemplo, que o PSDB apoiou medidas da renegociação da dívida dos Estados, como o veto ao reajuste dos servidores, mas o próprio governo depois recuou. Nas palavras de um tucano, o PSDB quer ser sócio de um governo que vença a crise econômica, não de um que não a resolva.

Redação com Folha de São Paulo

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