Barbárie de Queimadas completa 8 anos nesta quarta-feira (12)

Imagem: Reprodução

O crime que ficou conhecido como a “Barbárie de Queimadas”, na Paraíba, quando cinco mulheres foram estupradas e duas delas mortas completa oito anos nesta quarta-feira (12). A informação foi confirmada por Isânia Monteiro, irmã de Izabella, uma das vítimas.

As famílias das vítimas vão promover uma celebração para “conscientizar a sociedade queimadense a não pensar que elas foram apenas ‘mais uma’” e ainda ações educativas nas escolas públicas do município.

As atividades sociais tiveram início às 09h da manhã, nas escolas da Zona Urbana da cidade e contará com o apoio da Comissão de Mulheres Advogadas da OAB e a celebração religiosa, a partir das 19h, na Igreja Matriz de Queimadas.

ENTENDA O CASO:

O crime aconteceu entre a noite do dia 11 e a madrugada do dia 12 de fevereiro de 2012. Segundo a acusação do Ministério Público do Estado da Paraíba (MPPB), todo o crime foi premeditado 15 dias antes e teve como mentor o acusado Eduardo do Santos Pereira.

O estupro das vítimas seria um presente de aniversário para o irmão dele, Luciano Pereira dos Santos. Os dez homens combinaram que durante a festa de aniversário, três deles apagariam o sistema de energia e invadiriam a casa com máscaras de carnaval se passando por assaltantes para poder render as vítimas e, depois que elas fossem amarradas e vendadas, todos iriam estuprá-las.

os envolvidos estão sete adultos, que já foram julgados e condenados. Além destes, mais três homens que eram adolescentes na época do crime, passaram três anos internados no Lar do Garoto, em Lagoa Seca, mas foram libertados em fevereiro de 2015.

Segundo o Ministério Público, no momento dos abusos, Michele Domingues e Izabella Pajuçara reconhecerem Eduardo como um dos agressores. Depois disso, os acusados colocaram as mulheres em uma pick-up e as levaram para a zona rural. Michelle chegou a se jogar do carro para tentar fugir e foi executada ao lado da igreja católica da cidade. Já Izabella foi morta em uma estrada vicinal. O crime foi elucidado porque uma terceira vítima também teria reconhecido os agressores, mas ficou calada até a chegada da polícia.

“É o sentimento de perda mesmo. De olhar em sua volta e ver que perdemos o que era mais precioso em nossas vidas, que é estar ao lado de quem amamos. Para os malfeitores do ato, é apenas mais um dia. Eles não deram a elas a oportunidade de escolha, de viver, de continuar o projeto de vida delas, foram muitos sonhos interrompidos, isso nos deixa uma insatisfação e sentimento de pesar. Mas fica uma lição disso tudo, essa bandeira de luta será para sempre”, declarou Isânia.

Redação Paraíba Debate com informações do Blog do Márcio Rangel

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