BC perde R$ 57 bilhões com swaps até julho e não contém alta do dólar

O Banco Central registrou prejuízo de cerca de R$ 57 bilhões com os contratos de “swap cambial”, instrumentos que equivalem à venda de dólares no mercado futuro (derivativos), nos sete primeiros meses deste ano, ou seja, até julho, segundo números da própria autoridade monetária do país.

Resultado das operações de swap
Em R$ bilhões, por mês de 2015
10,781-27,292-34,51231,829-22,0658,125-23,906janfevmarabrmaijunjul-40-2002040
Fonte: Banco Central

Mesmo assim, não impediu uma alta do dólar, que, no fim do ano passado, estava em R$ 2,65. Somente em julho, quando a moeda norte-americana avançou pouco mais de 10%, para R$ 3,42, as perdas foram de R$ 23,9 bilhões. De forma geral, o BC lucra com estas operações quando o dólar cai e perde quando a cotação da moeda norte-americana sobe.

O dólar fechou em queda de 0,83% nesta sexta-feira, após 6 altas seguidas, mas permaneceu cotado acima de R$ 3,50. Na semana, o dólar subiu 2,44%. No ano, há valorização acumulada de 31,95%.

No fechamento da véspera, o BC anunciou aumento da oferta de swaps, contratos equivalentes a venda futura de dólares, o que foi visto como um esforço para tentar segurar a alta da divisa.

O valor do prejuízo com as intervenções do BC no mercado de câmbio é incorporado às despesas com juros da dívida pública e é um dos itens que pressiona o atual déficit nas contas do governo, que registraram neste ano o pior resultado para um primeiro semestre desde o início da série histórica.e supera R$ 330 bilhões, são contratos para troca de riscos. O Banco Central oferece um contrato de venda de dólares, com data de encerramento definida, mas não entrega a moeda norte-americana. No vencimento deles, o BC se compromete a pagar uma taxa de juros sobre valor dos contratos e recebe do investidor a variação do dólar no mesmo período.

Segundo o BC, os contratos de “swap cambial”, que voltaram a ser emitidos em junho de 2013, quando a moeda norte-americana se aproximava de R$ 2,40, visam dar proteção para os agentes (“hedge”) que têm dívida em moeda estrangeira e fornecer liquidez para o mercado – evitando também uma volatilidade maior (forte sobe e desce) das cotações no mercado à vista.

Entretanto, analistas observam que, com estas operações, o BC também busca conter uma disparada da moeda norte-americana, o que dificultaria mais o controle da inflação, pois os produtos e insumos importados ficariam mais caros no Brasil. Mesmo com estas operações, o dólar fechou o mês de julho a R$ 3,42.

fonte: g1

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