“Bolsonazismo é uma doença que assola o país”, combate Lobão

A nomeção do maestro Dante Mantovani para a presidência da Funarte, órgão do Governo Federal cuja missão é promover e incentivar a arte no país, provocou reações negativas entre artistas da música brasileira. A maioria está indignada com falas de Mantovani em vídeos em seu canal no YouTube, que tem mais de 6 mil inscritos.

Além de tirar dúvidas sobre música erudita, ele aproveita seu canal para compartilhar teorias da conspiração. Um dos insatisfeitos é o roqueiro Lobão, que apoiou Jair Bolsonaro no período eleitoral, mas em tuíte do dia 5 de agosto afirmou que “será um prazer derrubá-lo”.

Ele afirmou ao jornal O Globo nesta segunda-feira (2) que vários nomes escolhidos por este governo para ocupar cargos nas pastas de cultura e educação “são pessoas fora de sync” (sincronia)”.

“O Bolsonazismo é uma doença que assola o Brasil, uma doença paranóica, um delírio conspiratório. Mas eu acho timo, porque quanto mais cafonas eles são, mais mico pagam. Olavo de Carvalho dando conta da agenda de costumes do país, da educação, da cultura, usando todas as armas numa doutrina tirânica e retrógrada”, exclamou.

Lobão ainda falou que viu o Brasil em 1967 na passeata contra a guitarra elétrica. “Eu que faço rock fico numa situação de fogo cruzado porque a esquerda detesta rock e a direita também”, afirma.

Leia a entrevista completa no site do Jornal OGlobo aqui.

Agência O Globo

LEIA TAMBÉM

“Acho Bolsonaro um cara honesto, mas ele tem umas situações de ingratidão que machucam”, desabafa Julian Lemos

Compartilhar