Cássio avalia que impeachment só irá acontecer se o povo for às ruas

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Foto: George Gianni/PSDB

O senador Cássio Cunha Lima, líder do PSDB no Senado, defendeu a manutenção do recesso parlamentar e a apreciação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) a partir de fevereiro. Para ele, a população precisa estar nas ruas para que o fato se concretize.

“Só vai ter impeachment se tiver rua. E é difícil imaginar que haja uma mobilização em massa durante o Natal e o Ano Novo. Ideal é que tenhamos o recesso, até para dar um fôlego ao governo para que a presidente Dilma possa governar, coisa que ela não fez até agora, para dar tempo de a população se mobilizar porque dificilmente vai se conseguir mobilizar no Natal, no Ano Novo, nas férias escolares, que emenda com o Carnaval. A disputa Dilma e Cunha não pode ser maior que Brasil”, avaliou.

Para ele, as manifestações contrárias ao governo e ao PT que tomaram conta das ruas neste ano foram fruto, principalmente, da mobilização da classe média, que se prepara, tradicionalmente, para descansar em janeiro.

Para que o recesso parlamentar, que começará em 23 de dezembro, fosse suspenso, seria necessário uma convocação extraordinária do Congresso Nacional. Para que isso acontecesse, é preciso que os presidentes da Câmara e do Senado, os peemedebistas Cunha e Renan Calheiros (AL), assinem um ato conjunto, que precisa ser aprovado por maioria absoluta das duas Casas.

Apesar da divulgação da intenção de ter um recesso parlamentar, Cássio ponderou que a sigla ainda irá se reunir na próxima semana para fechar a questão sobre o assunto.

Com Folha de S.Paulo

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