Estudante da UEPB faz campanhas para ir ensinar Inglês a refugiados na Jordânia

Panfleto do projeto A’ylah – Foto: reprodução Face

O estudante pernambucano Filipe Dicastro, do curso de Letras Inglês da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) em Campina Grande, arregaçou as mangas para lutar por uma causa e pelo profissionalismo. Ele quer realizar o Trabalho de Conclusão do Curso (TCC) ensinando Inglês para os refugiados da Jordânia, um país asiático, localizado na margem do rio Jordão. Para conseguir esta viagem, que não é barata, ele está criando várias campanhas, incluindo a vaquinha eletrônica Jordan Connection, que encerra dia 20 de dezembro deste ano.

Filipe dá aulas de Inglês para sobreviver. Era bolsista de iniciação científica, mas a orientadora será transferida para João Pessoa e ele ficará sem a bolsa. Está começando um trabalho em escola de Inglês. Se ele conseguir ir à Jordânia, será um trabalho financiado pelos colegas de curso, professores, família e amigos. O estudante está tentando arrecadar fundos através de rifas e bazares, além de uma Feira Gastronômica que será realizada dia 27 de julho em Recife (PE). O primeiro bazar foi dia 11 de junho. Os próximos serão dias 7 de agosto e 9 de outubro, na Central de Aulas da UEPB.

“Eu sempre quis desenvolver um trabalho humanitário. Mas antes disso, já queria fazer uma viagem para o Exterior. Como eu estudo Inglês, na minha graduação, é muito importante a experiência de um intercâmbio para aprofundar mais e aperfeiçoar a questão da proficiência da Língua”, explicou o estudante. Depois, surgiu a vontade de realizar um trabalho humanitário em lugares hostis e com pessoas que passam por processos no âmbito psicológico.

“Eu queria adquirir experiência para mim, não era nada em prol de uma pesquisa para a universidade, mas apenas para um crescimento pessoal. Como sou de Pernambuco, já desempenhava atividades de ações sociais, em comunidades carentes, com arrecadação de roupas e entregas de alimentos. Eu sempre gostei de realizar esses trabalhos. Conheci o trabalho do A’ylah Center, na internet, me comuniquei com as pessoas e fui convidado a realizar um voluntariado”, disse.

O projeto que Filipe quer assistenciar tem duas sedes, uma na Capital Amã e outro na cidade de Al-Mafraq, na fronteira com a Síria. Lá, eles trabalham com vários tipos de refugiados, a maioria da Síria e Iraq. “Eles mantém esse trabalho nesses locais desde 2011, quando iniciou a guerra na Síria. Como estou na fase de finalização da graduação, pensei em fazer esse trabalho de campo para trazer benefícios, tanto para a Universidade como para o meu profissional”, pontuou.

دوراتتبدأ الدورات 6 آب 2017هاتف رقم : 0778709455المكان : جبل عمان , الدوار الثاني , حلويات نفيسة , فوق سوبرماركت “جبل عمان” , الطابق الثاني

Posted by Aylah Center on Monday, July 24, 2017
Página do projeto que Filipe pretende ajudar

Rifas – Filipe está fazendo rifas. A primeira foi de livros, que ele já concluiu. Agora está esperando umas doações, de eletro-eletrônicos, para poder iniciar mais uma. Ele continuará as rifas no perfil do Insta, onde divulga as ações nos stories e destaques. Até o fechamento desta matéria, a reitoria da UEPB ainda não tinha dado retorno sobre um pedido de apoio que o universitário já fez há dias e não recebeu resposta.

“O meu trabalho vai ser pioneiro porque vai nos tirar de uma zona de conforto que é a nossa cultura brasileira. Eu imergi numa cultura do Oriente Médio, que não é fácil, onde o homem não pode ter contato com a mulher. Vou dar aulas para homens, adultos. Vai ser desafiador, porque vou ter que compreender esse novo contexto. Vou poder observar de perto essa cultura excludente da mulher. Tudo vai virar um discurso onde poderei inserir meu trabalho”, concluiu.

Valdívia Costa/ PB Debate

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