Feira Central enfrenta situação de abandono por parte do poder público municipal

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Sem infraestrutura, fiscalização, reforma, segurança, capacitação e nem estacionamento para a clientela, a Feira Central de Campina Grande, uma das maiores e mais tradicionais do Nordeste enfrenta uma das maiores crises das últimas décadas.  Nos escombros do antigo Eldorado, uma família de sem-teto formada por 10 pessoas reside há mais de dois anos. As ruas são esburacadas e as principais ruas de acesso obstruídas por caminhões de carga e outros veículos que estacionam irregularmente e não sofrem qualquer punição.

As calçadas e ruas estão esburacadas e perigosas para a circulação de idosas. No local não há qualquer tipo de acessibilidade para pessoas com deficiência. Por falta de atuação adequada da fiscalização municipal, comerciantes itinerantes invadem os espaços sem nenhuma cerimônia o oferecem concorrência desleal aos feirantes e reduzindo o espaço de circulação dos consumidores, que fica intransitável nos dias de maior movimento.

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Nas principais vias de acesso é comum a entrada de motocicletas e até veículos de pequeno e médio porte, no meio da feira oferecendo risco a comerciantes e consumidores. Para piorar a situação, caminhões de carga estacionam indiscriminadamente e obstruem os acessos. “A gente solicita a ação da STTP, mas não acontece nada, já pedimos para colocarem cavaletes, para desbloquear um estacionamento que já está reservado com esta finalidade porque o cliente está deixando de vir pra cá sem ter onde estacionar ou tendo de pagar caro em um local privado. Já esperamos há muitos anos e são soluções simples de serem tomadas”, disse o presidente da Associação de Feirantes do Mercado Central de Campina Grande,  Cícero Pereira.

De acordo com ele, a feira precisa de uma reforma urgente. Os boxes estão visivelmente deteriorados. “Além da Prefeitura não trazer nenhum benefício pra gente, ela ainda prejudica quem resolve fazer por conta própria. No mês passado, uma comerciante teve a reforma do boxe embargada por questão meramente eleitoreira. Os boxes vizinhos fizeram o mesmo tipo de serviço, mas só porque o dela ficava em frente a uma loja de pessoa ligada a político, alegaram que seriam prejudicados e a feirante só não foi responsabilizada injustamente porque o caso foi levado à mídia e interferimos no assunto”, disse.

Ele acrescentou: “Nos últimos oito anos tivemos dois projetos arquitetônicos que passaram por processo de licitações na gestão passada e na atual e isso demonstra um total desrespeito a essa classe de trabalhadores, hoje somos 3 mil e 300 comerciantes cadastrados efetivamente pela Prefeitura. Nos dias de maior movimento, o número real de comerciantes contando com os flutuantes chega a 6 mil, imagine um contingente destes num espaço desorganizado e esquecido em pleno centro da cidade”.

Paraibadebate

 

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