Flávio Dino conversa com Ricardo Coutinho e João Azevêdo sobre possível filiação ao PSB para disputar presidência em 2022

Dino e a cúpula do PSB (Foto: Reprodução/Rede social)

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), condenou nesta quarta-feira (14) o novo ataque do presidente Jair Bolsonaro aos governadores do Nordeste. No Piauí, Bolsonaro se referiu pejorativamente aos mandatários e atacou como ‘raça de corruptos e comunistas’.

Dino ressaltou que, de sua parte, tentou manter um diálogo com o Planalto, mas que esbarrou no acirramento político e pessoal inflamado pelas atitudes do presidente. 

“Da nossa parte, sempre ouve desejo de amplo e claro e respeito, diálogo federativo, para que haja trabalho conjunto em favor do Brasil, notadamente dos estados que governamos. Infelizmente, a todo momento se acirram, e por parte do presidente há uma ideia de guerra permanente, de terrorismo político. Na manhã de hoje, no Piauí, também do Nordeste, o governador Wellington Dias recebeu o presidente, foi ao aeroporto, fez um evento e depois se retirou para outro evento… em seguida o presidente dirige uma série de palavras agressivas aos governadores do Nordeste”, disse à Arapuan FM.

Possível candidatura

Cotado como possível candidato à presidência da República em 2022, Dino já acena para o pleito, e salientou a forte aliança política que construiu no Maranhão. A recuperação da economia do país deve ser o foco, declarou.

“Governamos com aliança ampla, foram 16 partidos que se uniram. Das 217 cidades do Maranhão, corresponde a mais de 200 municípios. Graças a Deus o apoio político por parte dessa aliança multipartidária que abrange PCdoB, PSB e muitos partidos. Isso que tenho preconizado. As questões partidárias, de agrupamentos, temos que mirar o interesse nacional, a sociedade combalida por esses anos de recessão, desemprego que vivemos, a economia muito fraca”, continuou.

Nesse âmbito, Flávio comentou a possibilidade de se filiar ao PSB e revelou conversas com o governador João Azevêdo e o ex-governador Ricardo Coutinho. 

“Em relação a pleitos vindouros, o que pretendo é participar ajudando, eventualmente sendo candidato, isso se define adiante, mas participando, dialogando com esse conjunto de partidos que acredito que podem defender um caminho nacional e popular para o Brasil. Dialogo muito com o governador João Azêvedo, com o governador Ricardo Coutinho, o de Pernambuco, Paulo Câmara, com Carlos Siqueira, são desse partido que são meus amigos”, disse.

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