Jovem que cometeu suicídio em Sapé não foi aceito pela família após assumir homossexualidade

O suicídio do jovem Yago Oliveira da cidade de Sapé, no último dia 14, quarta-feira, ganhou repercussão nacional após viralizar um depoimento do mesmo enumerando problemas familiares.

Segundo o relato deixado por Yago, a sua família não o aceitava por ser homossexual. Já em outro comentário ele afirma que recebeu ameaças da mãe via WhatsApp e que sua vida havia se tornado “um inferno”.

A publicação viralizou e após o suicídio do jovem levantou um debate sobre a falta de apoio da família quando alguém assume a homossexualidade. A publicação chegou em quase 30 mil compartilhamentos e teve mais de 80 mil curtidas.

Algumas páginas em redes sociais  e sites veicularam matéria falando sobre o caso.

Confira o texto da publicação:

Sei que roupa suja se lava em casa, mas vamos lá

*Meu avô paterno, se casou com a minha avó quando ela tinha 12 anos de idade e ele 30, ela se urinou com medo na primeira noite que dormiu com ele.
*Minha avó traiu o meu avô e eles se separaram, minha avó largou todos os filhos pelas casas das irmãs e não criou nenhum deles, assim como meu avô que começou a tratar os filhos do primeiro casamento como estranhos sem nem cumprimentar quando passava por eles na rua.
*O irmão do meu avô teve uma filha esquizofrênica, a qual como ele mesmo disse uma vez “deu fim”, ninguém nunca soube o que aconteceu com ela.
*O meu tio que é pastor evangélico teve seis filhos, com três mulheres diferentes, dos seis ele só criou dois, pagava 50 reais de pensão para a primeira esposa criar os seus outros filhos e achava um absurdo esta quantia e vivia atrasando a pensão.
*Esse mesmo tio que é pastor fugiu da Paraíba perseguido por um membro da igreja, após esse membro descobrir que sua esposa estava tendo um caso com ele.
*Um outro tio abusava sexualmente da minha tia
*A minha tia dizia que tínhamos que chamar a empregada doméstica de “Maria” porque empregada doméstica não tem direito a nome, como ela mesmo disse uma vez.
*Minha avó deu de presente para o meu primo um diploma do ensino médio falsificado, depois dele ter reprovado milhares de vezes na quinta série e todos concordarem que meu primo era um caso perdido.
*Outra tia minha enterrou viva uma ninhada de oito cachorros que sua cadela deu porque simplismente os cachorros nasceram tudo fêmea.
*Para o meu pai todo negro é marginal, todo serviço mal feito foi feito por negro e todas essas coisas racistas que já conhecemos…

Mas segundo todos esses que eu citei anteriormente a vergonha da família sou eu, pelo simples fato que sou gay, afinal como eles dizem, ser gay é pecado, mas ser racista, corrupto, assassino, estuprador, pedófilo e não criar os filhos ta de boa, o importante é você não ser gay.

Em um dos comentários ele diz que sempre foi bem aceito na sua família, mas a situação mudou quando ele decidiu se assumir.

Amigos atestam intolerância

Vários depoimentos de amigos de Yago, que foram deixados em sua rede social, relatam uma forte intolerância por parte dos pais dele.

A família

Uma mulher que se identificou como tia de Yago respondeu alguns comentários e relatou só ter conhecimento sobre a homossexualidade dele no dia do enterro.

O ocorrido na última quarta-feira (14) foi destaque no Paraíba Debate: Em Sapé, jovem comete suicídio por enforcamento.

Redação com informações do Polêmica Paraíba

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