Justiça indefere liminar e proprietário do Grupo Thiago Calçados continua preso

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) indeferiu pedido de liminar e o empresário Erivan Leandro de Oliveira, proprietário do grupo Thiago Calçados e Thiago Esportes, vai continuará preso até o julgamento do habeas corpus impetrado por sua defesa. O empresário é acusado de sonegar mais de R$ 133 milhões ao Fisco estadual.

O pedido habeas corpus impetrado pela defesa do empresário do setor calçadista, que é investigado, por prática reiterada de crimes de sonegação fiscal, falsidade ideológica, uso de documento falso e associação criminosa, começou a ser apreciado ontem pelo TJ. Erivan de Oliveira já é réu em mais 15 processos criminais.

O desembargador Luís Sílvio Ramalho Júnior, relator do habeas corpus, proferiu seu voto pela concessão parcial do pedido, entendendo que no caso são cabíveis medidas cautelares diversas da prisão. Já o desembargador Carlos Beltrão pediu vista do processo para uma melhor análise das provas. A previsão é de que a continuidade ao julgamento ocorra na próxima terça-feira (16).

A ‘Operação Cinderela’ (alusão à personagem do conto de fadas que perde o sapatinho de cristal) foi deflagrada no dia 27 de julho pelo Ministério Público da Paraíba, por meio da Promotoria de Justiça de Crimes Contra a Ordem Tributária, com o objetivo de dar cumprimento a três mandados de prisão preventiva e busca e apreensão; e três mandados exclusivos de busca e apreensão.

Na Operação Cinderela foram presos o empresário Erivan de Oliveira; o contador Aléssio Clementino, e Joabson Medeiros, apontado como o testa-de-ferro das quatro lojas localizadas na capital do Rio Grande do Norte. Os três estão presos na Central de Polícia, em João Pessoa.

Na operação também foram apreendidos em residências e escritórios documentos, telefones celulares, computadores, maquinetas de cupom fiscal e chaves de empresas. Em João Pessoa, também ocorreu o fechamento de três lojas da Thiago Calçados – duas no Bairro de Mangabeira e uma no Centro da cidade –, com apreensão de todas as mercadorias que estavam no estoque e em exposição.

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