Moradores de Sousa se articulam contra fechamento dos CCBNBs; audiência pública foi marcada na Câmara

CCBNB Sousa – Foto: divulgação

Produtores e militantes da Cultura da cidade de Sousa, no Sertão da Paraíba, estão se articulando contra o fechamento do Centro Cultural Banco do Nordeste da cidade. Desde o dia 26 de junho, o portal Paraíba Debate vem acompanhando o fato que começou com o cancelamento de algumas atrações do mês de julho. Um movimento foi criado em Sousa e os moradores conseguiram marcar uma audiência pública para a sexta-feira (19) na Câmara de Vereadores da cidade.

Veja o convite:

Depois de soltar notas e ser abordada por políticos, principalmente paraibanos, a superintendência dos três centros, que é a mesma do BNB, continua negando o fechamento. A superintendência afirmou que está passando por reestruturação para continuar com o funcionamento dos Centros, de Sousa, Juazeiro do Norte e Fortaleza. Mas os moradores de Sousa não estão vendo mais o Centro funcionar.

“Não há mais programação adiantada, como era feita, e soubemos da demissão de alguns funcionários, além do cancelamento de todas as atividades a partir deste mês”, disse Ênio Marx, coordenador da Comunicação do movimento, que é suprapartidário. Dezenas de pessoas participaram da reunião realizada nesta segunda-feira (8) em Sousa. Eles estão unidos para combater a desinformação sobre o assunto, de interesse de toda a população do Sertão e do Estado.

Resistência – “Nós estamos pressionando o BNB pelas redes sociais, enviando nossas falas para o e-mail da ouvidoria, aglutinando pessoas, informando o que está acontecendo. O banco está tentando ludibriar a opinião pública através de três formas”, adiantou. Segundo Ênio, o banco age assim para, primeiro censurar os funcionários, que estão sem poder responder à imprensa ou se manifestar em público.

Um segundo ponto, seria o fato das notas emitidas até o momento não falarem nada objetivo, sem detalhes do projeto que está sendo apresentado para uma possível estratégia de modernização que mantenha a programação. E terceiro, o Centro de Sousa teve poucos recursos liberados para dar uma esticada nos atrativos, mas sem muito fôlego para continuar depois de julho.

“A gente acha que não se justifica tudo isso, alegando crise. O lucro do BNB ano passado foi de mais de 6,4% maior do que em 2017, segundo o próprio site da instituição. Então o banco não está em crise. E um Centro Cultural como este de Sousa não gasta mais do que R$ 100 mil/mês. Então, por essas e outras questões, estamos unidos pedindo o não fechamento dos CCBNBs”, concluiu.

Valdívia Costa/ PB Debate

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