ONG resgata cadela que teve orelha decepada pelo dono

(Foto: Fabíola Rezenda/ ONG Ajude Anjos de Rua)

Uma cadela de sete meses de idade, que teve uma orelha decepada pelo seu dono, acabou sendo acolhida por uma ONG especializada em resgate e proteção animal. O crime aconteceu na última quarta-feira (27), no bairro Ilha do Bispo, em João Pessoa, e após ser resgatado o animal foi levado para uma clínica veterinária da cidade, onde vai ficar internado até esta segunda-feira (2).

O caso foi inicialmente acompanhado pelo Batalhão de Polícia Ambiental da Polícia Militar da Paraíba. A cadela, então, foi enviada para o Centro de Zoonose de João Pessoa. Mas como o local não funciona como abrigo, a ONG Ajude Anjos de Rua interveio.

Na sexta-feira (29), a cadela foi internada, passou por exames e foi medicada. Além da orelha esquerda, que foi decepada, foi identificado ainda cortes na orelha direita. O animal não corre riscos, mas a luta agora é para conseguir um lar que o adote.

“A cadelinha é apenas um filhote, mas já sofre dessa maneira, sendo maltratada e mutilada”, lamenta a ativista da causa animal Fabíola Rezende, presidente e fundadora da ONG.

Ela explica que o objetivo final é encontrar alguém que adote a cadela, mas se isso não for possível de imediato um lar temporário pode ser a solução.

Depois, Fabíola destacou que o trabalho é totalmente voluntário, e que as doações são essenciais para que ele tenha prosseguimento. “Fazemos os resgates, mas isso só é possível com as doações que recebemos. Os custos nas clínicas são altos”, ponderou.

Fabíola Rezende enfatiza que todo o trabalho é transparente e divulgado no perfil oficial da ONG no Instagram e que quem quiser colaborar com o pagamento das despesas na clínica pode se informar por lá como fazer.

A ONG Ajude Anjos de Rua foi criada em 24 de novembro de 2015 e se transformou oficialmente em uma organização não governamental no dia 31 de julho de 2016. Seu principal foco está nos animais de rua da capital paraibana, sem dono, sem abrigo e muitas vezes sofrendo maus tratos das pessoas.

Fonte: G1 PB

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