Parlamentares de Campina Grande realizam audiência pública nesta 5ª para discutir greve da UEPB e UFCG

A greve da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), chamou a atenção dos vereadores. Atendendo propositura do vereador e professor Miguel Rodrigues, a Câmara Municipal realiza nesta quinta-feira (28), uma audiência pública às 10h, para debater o movimento grevista.

O vereador Miguel Rodrigues afirmou em entrevista a Rádio Caturité que que é injustificável a greve prolongada da UFCG e UEPB ressaltando que quer ouvir o modelo desejado de universidade pelos professores.

– A gente quer ouvir dos professores o tipo de universidade que eles querem trabalhar, o tipo de ensino que eles querem oferecer à sociedade civil, queremos ouvir representação dos alunos que são os mais prejudicados pela greve, principalmente os alunos que estariam concluindo os seus cursos neste próximo semestre e estariam no mercado de trabalho. Então, é preciso promover esse debate com a sociedade civil e com os representantes dos diversos segmentos dessas duas universidades – disse.

Miguel afirmou que além dos alunos, a greve prejudica outros setores da sociedade.

– Não está só prejudicando os alunos, mas sim uma cadeia que funciona em função dessas universidades. É transporte coletivo, restaurante e moradia. É preciso a gente discutir e retomar o desenvolvimento dessas duas universidades – concluiu.

O presidente da CMCG Pimentel Filho, também falou sobre a audiência e adiantou que serão discutidas as greves da UEPB e da UFCG e como os alunos têm sido prejudicados com essa falta de resposta.

Segundo Pimentel, não é possível olhar a greve apenas de uma ótica, pois todos apoiam a valorização do professor, mas não se pode ignorar o prejuízo para os estudantes, que terão de esperar mais um semestre para dar continuidade ou concluir o curso.

– É preciso ver essas greves como um todo e não apenas sob a ótica dos salários defasados. Os alunos estão pagando, enquanto Dilma não atende a UFCG e Ricardo Coutinho não quer atender a UEPB. Alguém tem que arcar com esse prejuízo. Queremos dar apoio aos professores, mas não deixamos de ver a situação dos estudantes – disse Pimentel.

Redação com PB agora 

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