Produza 50 kg de alimentos orgânicos por mês no quintal da sua casa

Produção de orgânicos – Foto: arquivo pessoal

Bióloga, Nathália Machado tem diversos projetos para ensinar as pessoas a melhor utilizar os espaços urbanos e coexistir de maneira mais consciente. Um destes projetos é a horta agroflorestal, baseada nos princípios do pesquisador suíço Ernst Gotsch. Ela ensina a utilização do solo de maneira mais eficiente. Através da multicultura de espécies pode-se colher diversos tipos de hortaliças e frutas aproveitando diferentes ciclos de crescimento e colheita.

Em resumo, agro remete a horta e floresta, a árvores. Nesse caso, a árvores frutíferas. O sistema de plantio é organizado de maneira que cada planta respeite o espaço uma da outra, criando uma rotatividade de colheita e uso do solo. Como não se tem uma monocultura, a diversidade de espécies cria um controle biológico natural.

Segundo Nathália, esse formato de plantio facilita e muito a manutenção da horta. Ela conta que, após o plantio, a manutenção só exigiu 15 minutos de dedicação diária. E que boa parte dessa dedicação é para colher os frutos e hortaliças.

Na sua Agrofloresta tem mandioca, brócolis, alface, rúcula, alho poró, beringela, temperos, coentro, manjericão e uma série de frutas do cerrado. Nathalia expôs alguns resultados em sua rede no Instagram:

View this post on Instagram

[Resultado de 6 meses de transformação] 🍃Mais de 80% da população no país vive em áreas urbanas atualmente no Brasil.🍃 Mas como temos utilizado essas áreas? A maior parte dos jardins e quintais são ocupados com gramas (que demandam muita água) e plantas que tem poucas funções. Enquanto isso, nosso alimento é produzido cada vez mais distante de nossas casa, gastando cada vez mais combustível e plástico e veneno para chegar a nossa mesa. E se a gente começasse a repensar nossas casas? E se a gente começasse a otimizar nossos espaços? Esse é nosso convite. Compartilhamos com vocês o resultado de 6 meses em que um solo pobre foi transformado em uma floresta produtiva. Mais de 200 kg de alimentos colhidos. 1kg por dia! Estimativa de produção de bem que mais de 300kg! (Muito do que foi produzido não foi colhido e virou biomassa pro sistema). Isso em uma area de 16x6m (100m2) Alimentos sem veneno. Melhoria da temperatura. Diversidade. Redução de poluição (sonora, aérea). Estoque de carbono. Redução da produção de lixo. Economia. Frutas do Cerrado que estão por vir. Permeabilidade do solo. E muitos outros benefícios. Essa é nossa Agrofloresta urbana, elaborada e manejada com muito carinho. Olhar para cada pedacinho de solo, sabendo que ele é vivo, faz respeitar ainda mais as interações biológicas. Precisamos sair da crença da escassez. Da fome. Olhar para cidade como um sistema que pode sim ser produtivo. ⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Nossa missão: difundir o conhecimento sobre biodiversidade, sobre conservação, sobre nossa relação com o planeta. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ A melhor hora de mudar, é hoje.🌎🌳⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

A post shared by Nathália Machado 🦋🍃 (@nathalia.machado.piaya) on

Redação PB Debate com Curta Mais

LEIA TAMBÉM:

FAGUNDES: Ave exótica Pai da Lua está procriando em vários sítios

Compartilhar