Que não precisemos chorar para mamar

Desde que me entendo por gente, tenho ouvido que quem não chora não mama, mas também desde que me entendo por gente, tenho visto os fazedores de cultura chorando, chorando e o mingau nada de chegar.

A minoria, que ainda consegue se inscrever num dos poucos editais existentes, dificilmente tem seu projeto aprovado e quando tem, pena pra receber o dinheiro. Já a maioria não vive de editais, vive de apoios do poder público e da iniciativa privada.

Senti-me motivado a escrever sobre isso por ter visto nas redes sociais o Balé Folclórico Sisais, de Pocinhos, conclamando políticos, empresários e população em geral a contribuírem financeiramente para que o mesmo possa realizar um turnê na Europa, no mês de agosto.

Vejamos bem: O grupo representará o Brasil, a Paraíba e Pocinhos em outros países, levará o nome do país, do estado e do município em nível internacional de forma inédita. Por esse motivo, esperamos que os entes públicos e privados coloquem o grupo debaixo do braço e ofereçam todas as condições para que eles possam fazer o que gostam e o que sabem, que é levar nossa cultura aos quatro cantos do mundo.

Enquanto isso não acontece, a campanha para a turnê do Sisais na Europa continua esperando nosso apoio através da agência 2469-4 e CC 14852-0, do Banco do Brasil.

Café com Cultura – Por Tiago Monteiro

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