SERTÃO E CARIRI: Algodão agroecológico terá áreas ampliadas na safra 2020

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Algodão agroecológico – Fotos: Antônio Tavares/ Studio Rural

Um produto da agroecologia da Paraíba voltou a chamar a atenção dos agricultores, o algodão. No domingo (14), houve um Dia de Campo no Sertão. Na terça-feira (16), foi a vez do Cariri receber a boa notícia de que terá áreas de plantio ampliadas na safra de 2020. O algodão agroecológico ficou nacionalmente conhecido com as pesquisas do algodão colorido naturalmente. Agora ressurge como promessa para novas pesquisas de melhoria de qualidade e como alternativa de renda ao agricultor.

Para isso, lideranças e entidades estão em ação para ampliar a produção do algodão agroecológico nos sistemas agroalimentares junto a agricultura familiar do Território Cariri Ocidental. Os trabalhos no Assentamento Zé Marcolino, no município de Prata, serão os primeiros locais a serem apoiados.

Campos de algodão orgânico do Cariri

As representações desse setor produtivo de diversos municípios do Cariri foram atendidos em avaliações feitas num encontro no Assentamento no dia 3 de julho. Os agricultores familiares estão sendo assessorados pela entidade dentro de um projeto emergencial do governo paraibano, através do Procase, em municípios da região.

“Já estamos discutindo a ampliação e, pelo que foi discutido com Marenilson (Embrapa) e Amália, foi repassado para esses municípios que estão querendo se entrosar também e ver como fazer. Eles planejam já de olho na próxima safra, a partir do encontro e discutindo esses planejamentos”, explica Pereira Araújo, da assessoria Patac. A partir daí, os grupos de agricultores compartilharão conhecimentos e discutirão possíveis ações produtivas do algodão nos municípios assistidos.

“Na região em que o Patac tem mais atuação, que é a região do Coletivo, tem agricultores que têm repassado para colegas a vontade de voltar com a cultura do algodão. Pra gente do Patac, enquanto assessoria, vai servir também pra levar agricultores dessas regiões pra conhecer a experiência como intercâmbio. Serve para que o pessoal que já está produzindo possa passar a experiência deles para os agricultores que estão querendo voltar com a cultura do algodão”, explicou.

Agricultores do Cariri

Taperoá – Chiquinho Patativa é liderança do segmento e vereador no município de Taperoá. Ele participou do intercâmbio do dia 3 e explicou o conjunto das ações já implementadas no município e da intenção de implementar o algodão na diversidade da agricultura familiar taperoaense com as dinâmicas dos sistemas agroalimentares.

“Tivemos essa oportunidade através de nosso companheiro Marenilson da Embrapa, da Arribação através de Amália, do Patac, do pessoal do Assentamento Zé Marcolino lá em Prata. Nós aqui de Taperoá, que já foi um dos maiores municípios na produção do algodão do Brasil, ficamos curiosos com o que Marenilson já tinha nos falado sobre a revitalização”, explicou Patativa.

Ele disse que a gestão municipal já tem intenção de implementar a ação na agricultura local. “Fomos participar para que possamos trazer de volta essa ideia para o nosso município com essa revitalização pra ver a viabilidade da volta da cultura do algodão e foi muito bom. Pudemos acompanhar como é a questão do projeto, depois da parte teórica fomos a campo pra ver os campos de algodão que já foram colhidos no ano passado e estão sendo colhidos agora lá no Assentamento Zé Marcolino, em Prata”, disse.

Princesa Isabel – Já as entidades parceiras da região de Princesa Isabel, Sertão paraibano, realizaram um Dia de Campo, no início do mês, sobre a cultura do algodão orgânico, na comunidade Bela Vista, do município de Água Branca. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e vice-prefeito de Água Branca, José Beroaldo Gomes de Andrade, explicou que a ação é parte do Projeto Algodão Paraíba do Governo do Estado, através da Empaer, com entidades diversas.

“Esse dia de campo foi muito proveitoso para nosso município, já que é uma cultura que já foi existente aqui. Estamos tentando apoiar esses produtores que estão querendo produzir e foi uma atividade muito produtiva”, explicou. O evento contou com diversos agricultores, técnicos e autoridades da região de Princesa e de cidades do Pajeú pernambucano.

Eles formaram um espaço de verdadeira troca de experiências. “Foram repassadas as experiências que os produtores tiveram esse ano com uma boa produção, foi ensinado como plantar desde o cultivo da terra, plantio e colheita de um produto orgânico, que vai ser vendido pra outros Estados e outros países e vai agregar valor. Então deixou nossos agricultores animados”, disse Beroaldo.

Redação PB Debate com Antônio Tavares/ Studio Rural

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