Caminhoneiros ameaçam greve por causa de aumento do preço do diesel

A Associação Nacional de Transporte do Brasil (ANTB), que faz parte do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) -que já havia alertado para a possibilidade de uma paralisação nacional na última semana-, representa aproximadamente 4,5 mil caminhoneiros, e não vê problema em realizar uma greve durante a pandemia.

“A pandemia nunca foi problema. A categoria trabalhou para cima e para baixo durante a pandemia. Muitos caminhoneiros ficaram com fome na estrada com os restaurantes fechados, mas nunca parou”, diz José Roberto Stringasci. 

De acordo com ele, o aumento do preço do diesel é o principal fator da greve, mas algumas conquistas obtidas na paralisação de 2018 também entrarão na lista de dez itens que estão sendo pedidos ao governo para que não haja greve.

“Esse (diesel) é o principal ponto, porque o sócio majoritário do transporte nacional rodoviário é o combustível (50% a 60% do valor da viagem) Queremos uma mudança na política de preço dos combustíveis”, explica.

Ainda com o monopólio da Petrobras , a produção de combustíveis no Brasil passou por alterações em 2016, quando foi instituído o PPI (Preço e Paridade de Importação), que é praticado até hoje. 

Na época, os reajustes eram feitos quase diariamente, acompanhando a flutuação do mercado internacional, porém, agora, são feitos de acordo com a lógica da paridade, sem prazo determinado. 

Fonte: IG

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