Ex-presidente Dilma recusa convite de Doria para ser vacinada: “Não vou furar a fila”

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) recusou convite do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para ser vacinada com a CoronaVac, imunizante contra a Covid-19 desenvolvido em parceria da farmacêutica chinesa Sinovac Biotech com o Instituto Butantan.

Em nota divulgada em seu site quinta-feira, Dilma agradeceu o convite do tucano, mas afirmou que “é inaceitável furar a fila, que deve ser estritamente respeitada por todos os brasileiros”.

O ato simbólico de vacinação da petista ocorreria na próxima segunda-feira (25), em Porto Alegre, onde mora.

“Agradeço, mas diante das circunstâncias tenho o dever de recusar a oferta, por razões éticas e de justiça. O Plano Nacional de Vacinação deve ser respeitado e, se é certo que a vacinação já começou, não há montante de vacinas disponível para que eu, agora, seja beneficiada”, escreveu.

A petista, no entanto, disse que já está com o “braço estendido” para tomar o imunizante. “Aguardarei pacientemente a minha vez”, afirmou.

No comunicado, Dilma também falou sobre a importância do trabalho do SUS (Sistema Único de Saúde), do Instituto Butantan e da FioCruz (Fundação Oswaldo Cruz) no desenvolvimento das vacinas contra o Coronavírus.

“Enalteço o trabalho dedicado dos epidemiologistas, biólogos, infectologistas, pesquisadores e servidores do sistema SUS, em especial da Fiocruz e do Butantan, cuja qualidade é reconhecida internacionalmente”, afirmou.

Em dezembro, os ex-presidentes José Sarney (MDB), Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Michel Temer (MDB) aceitaram convite do Governo de São Paulo para participar da campanha de vacinação contra a Covid-19 no Estado. Até o momento, no entanto, não há data confirmada para o ato simbólico.

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