Servidores da Educação de Campina Grande decidem entrar em greve e não iniciarão ano letivo 2021

Servidores da Educação de Campina Grande decidiram, em assembleia virtual realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e Borborema (Sintab), na tarde de segunda-feira (1º), entrar em greve geral não irão iniciar o ano letivo.

Para a categoria, ainda não é o momento para o retorno das aulas presenciais, mesmo que de forma híbrida, já que a volta às atividades nas unidades educacionais neste momento, pode resultar em ainda mais mortes de profissionais da Educação vítimas da Covid-19, como aconteceu com a professora Christianne Fátima, gestora da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Manoel Francisco da Motta, que veio a óbito precocemente no domingo (31). A servidora foi homenageada no início da assembleia.

Os efetivos da Educação reivindicam outros pontos, segundo eles, negligenciados pela gestão municipal, como o não pagamento do 14º salário da categoria; não cumprimento das progressões; atrasos na recarga do cartão de passagem e falta de EPIs.

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Outro questionamento dos trabalhadores é sobre de que forma se dará o ensino remoto em 2021, já que não houve uma proposta sequer para a melhoria das aulas remotas, que aconteceram de forma deficitária no ano letivo 2020.

Neste sentido, as atividades também não serão retomadas, mesmo que virtualmente, caso não hajam melhorias nas condições de trabalho para os servidores e consequentemente, para os estudantes da Rede Municipal.

O presidente Giovanni Freire destacou a importância da união da categoria e a relevância da greve dos servidores da Educação neste momento. “Pauta já esclarecida, não houve nenhum voto contrário a esta decisão da assembleia. Mais de 400 servidores da Educação votaram a favor da greve, histórica, porque diante de uma pandemia, nós vamos vencer o atraso e o descaso do Governo Municipal aqui em Campina Grande. Viva a luta dos trabalhadores e trabalhadoras. Venceremos. Qualquer outra decisão contrária, só após algum encaminhamento por parte do prefeito ou do secretário de Educação, e nós realizaremos nova assembleia e discutiremos com a categoria novas deliberações”, disse.

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