Governadores tentarão ‘comprar de vacinas fora’ caso não haja proatividade do Ministério da Saúde, revela João Azevêdo

Caso não haja proatividade do Ministério da Saúde em relação a vacinação contra Covid-19, João Azevêdo (Cidadania) disse que governadores do Brasil irão entrar em ação para “compras de vacinas fora” do país. Ele lembrou que os Instituto Butantan e a Fiocruz tem capacidade para produção, juntas, em torno de 45 milhões de doses. Todas elas estão disponíveis para o Plano Nacional de Imunização. No entanto, cobra um posicionamento efetivo do Governo Federal quanto a produção das vacinas.

“Se não houver proatividade por parte do Ministério da Saúde, mas uma vez os governadores votarão a ação de compras de vacinas fora dessas que estão produzidas no Brasil”, afirmou.

Segundo Azevêdo, inicialmente houve uma pressão dos governadores para que o Governo Federal assumisse a vacinação no Brasil, pois o presidente disse que não compraria as vacinas do Butantan. “E aí, se não fossem as vacinas do Butantan, nós não teríamos efetivamente vacinação no Brasil, todo mundo sabe disso. Porque as vacinas que vieram da Oxford, a Paraíba recebeu 36 mil vacinas só. E só recebeu ate agora isso. Vai receber mais? Não tenho dúvidas”, comentou.

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Além desses dois institutos, João Azevêdo destacou sobre a necessidade de também viabilizar a produção da vacina russa, Sputnik, que produziria em torno de 10 milhões. “Nós teríamos só nessas três vacinas teríamos 55 milhões de vacina por mês no Brasil, sem depender de compra internacional. E montaria um programa forte de vacina”, declarou.

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