Sindicalista rebate Bruno após prefeito afirmar que greve da Educação é inconstitucional: “Ofende a categoria”

O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD), afirmou em entrevista à imprensa local na semana passada, que a greve decretada pelos profissionais da Educação no último dia 1º de fevereiro era um ato “descabido” e “meramente politiqueiro”. Segundo ele, a própria sociedade também tem essa interpretação do movimento, iniciado por parte de alguns poucos educadores, levando-se em conta os prejuízos gerados para as crianças matriculadas na rede municipal de ensino.

Diante deste fato, o prefeito pretende acionar o Ministério Público, nas áreas de Educação e de Trabalho, visando a adoção de medidas que coíbam este tipo de movimento, cuja meta é de apenas, segundo Bruno, tentar gerar a desestabilização do governo, iniciado a menos de dois meses.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Agreste da Borborema (Sintab), Giovanni Freire, rebateu as declarações do prefeito e disse que as afirmações dadas pelo chefe do Executivo municipal ofendem a classe da Educação e frisa que o sindicato não tem nenhum tipo de problema em dialogar com a Prefeitura no Ministério Público.

“Não é surpresa para a categoria. O prefeito diz que está aberto ao diálogo e que a Educação é a menina dos olhos dele, mas tem dado declarações que ofendem os trabalhadores da Educação. Para o Sintab não há problema em dialogar com o Ministério Público ou qualquer outro campo de debate que o prefeito queira nos convocar, estaremos defendendo mais uma vez à vida”, declarou.

O Sintab diz que os servidores só retomarão as aulas presenciais quando houver vacinação contra a Covid-19 em massa, incluindo todos os trabalhadores da Educação e só iniciarão as aulas de forma remota se forem oferecidas as condições ideais para tanto.

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