Variantes da Covid-19 e aglomerações do Carnaval preocupam secretários da Paraíba: “Estamos no pior momento da pandemia”

O secretário Executivo de Gestão da Rede de Unidades de Saúde, Daniel Beltrammi, revelou nesta terça-feira (23) que a ‘explosão’ de internações por Covid-19 na Paraíba ainda não é reflexo das novas cepas, nem do Carnaval – que mesmo com decretos proibindo festividades, aconteceu de maneira ilegal. Ele disse que parte da população paraibana está abandonando as medidas para conter o vírus.

“Elas [novas cepas] não são a única razão nem o principal. O motivo principal é o abandono das medidas de prevenção. Muitas pessoas abandonaram máscara, estão vivendo em almoços e festas. Está gerando esse problema, o número de internações cresceu de maneira explosiva”, disse à TV Cabo Branco.

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Daniel disse que, se os paraibanos usarem máscaras e não provocarem aglomerações, a cepa não se propagará. Beltrami ainda previu um aumento de casos devido ao Carnaval.

“Se você usa máscara e não se aglomera, nem a nova variante é capaz de infectar você. Não é efeito do Carnaval ainda [o aumento dos casos de Covid-19]. Os próximos 15 ou 20 dias serão muito preocupantes, ainda iremos conhecer o reflexo do Carnaval”, declarou.

Mais 70 ventiladores pulmonares chegarão à Paraíba, revelou o secretário. Apenas hoje, 12 novos leitos serão implementados na Grande João Pessoa. No último registro da Secretaria Estadual de Saúde (SES), 90% dos leitos de UTI para adultos estão ocupados na Grande João Pessoa, e 94% no Sertão da Paraíba.

“Estamos no pior momento da pandemia, nós tivemos em maio de 2020 uma ocupação de 93% e neste momento temos 84%, mas com dois elementos que temos que considerar, que são as novas variantes, que promovem a maior propagação do vírus, e os reflexos do Carnaval. Então não podemos ter a inocência de pensar que vai melhorar nos próximos dias, porque não vai. Vai piorar durante a primeira quinzena de março e a segunda quinzena infelizmente teremos as mortes decorrentes das atitudes indevidas durante o carnaval”, reforçou Geraldo Medeiros, secretário de Saúde do Estado.

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