João Azevêdo, Adriano Galdino, Veneziano Vital e Daniella Ribeiro comentam chegada de Marcelo Queiroga ao Ministério da Saúde

A classe política paraibana repercute a chegada do conterrâneo Marcelo Queiroga ao Ministério da Saúde, com a saída de Eduardo Pazuello. O cardiologista foi escolhido para o cargo pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O governador João Azevêdo (Cidadania) disse que espera que Marcelo tenha autonomia como ministro. “Vai depender da autonomia que ele vai ter no Ministério. Se por acaso a política do Governo Federal for no sentido de desestimular máscaras, que o isolamento social não serve para nada, vai ficar difícil para qualquer pessoa que sente na cadeira de ministro. Se o ministro tiver essa autonomia para implementar ações, entendo que as coisas vão melhorar. Mas, sem, vamos continuar como estamos. Aí é grave o problema, porque podemos chegar a 300 mil mortes”, declarou.

Ele ainda destacou que o Governo do Estado o tem mantido relação institucional com o Ministério da Saúde e espera que, com o novo ministro, seja conquistada a redução no número de mortes. Ele ressaltou que a Paraíba vai bater 5 mil óbitos pela Covid-19.

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado Adriano Galdino (Avante), também avaliou a chegada de Queiroga ao mais importante Ministério em meio ao agravamento da pandemia da Covid-19. “Estou muito esperançoso que o paraibano Marcelo Queiroga possa contribuir com seu conhecimento para reverter o atual quadro que a pandemia da Covid-19 vem causando em diversos setores do nosso país. Só com diálogo e ações efetivas e urgentes vamos conseguir superar esse cenário em que vivemos”, resumiu.

O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), por sua vez, acredita que novo ministro da Saúde terá postura diferente e pontua ação conjunta para vacinação em massa da população. “Quero desejar aqui meus votos de sucesso ao médico paraibano Marcelo Queiroga, novo ministro da Saúde. Não apenas na condição de conterrâneo, mas de quem conhece os seus valores profissionais, fato que nos dá a tranquilidade de que Marcelo terá uma postura diferente na condução do Ministério da Saúde”, disse o vice-presidente do Senado Federal.

Daniella Ribeiro (Progressistas) se manifestou pelas redes sociais. “Ao novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, médico e conterrâneo, desejo que execute um excelente trabalho na pasta que trata do que temos de mais urgente, que é a pandemia da Covid-19 no Brasil. Grandes desafios são feitos para pessoas de coragem. Parabéns pela missão!”.

Perfil

Marcelo Queiroga é natural de João Pessoa e se formou em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Ele fez especialização em cardiologia no Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro. Sua área de atuação é em hemodinâmica e cardiologia intervencionista e atualmente Queiroga é presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. 

Com a indicação, Queiroga será o quarto ministro da Saúde desde o começo da pandemia de Covid-19, há exatamente um ano. Passaram pela pasta, neste período, os médicos Luiz Henrique Mandetta (Democratas) e Nelson Teich, seguido depois pelo general Eduardo Pazuello, do Exército. 

O principal desafio do novo ministro será acelerar o processo de vacinação em massa da população. Até agora, o país vacinou cerca de 4,59% da população com a primeira dose de imunizantes, percentual que corresponde a 9,7 milhões de pessoas. O Brasil acumula, até o momento, mais de 279 mil mortes por Covid-19.

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