Há um ano sem aulas presenciais, estudantes da UEPB e da UFCG falam sobre ensino remoto e efeitos da pandemia na vida acadêmica

No dia 17 de março de 2020, portanto há um ano, oito instituições de ensino superior e técnico de Campina Grande decidiram, de forma conjunta, suspender as aulas como medida de prevenção à Covid-19. Ficaram suspensas até o dia 12 de abril daquele ano atividades presenciais nas seguintes instituições: Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Instituto Federal da Paraíba (IFPB), Uninassau, Unifacisa, Cesrei, Faculdade Rebouças, CEAS e Unesc.

Durante algumas semanas em meio a incertezas e desencontros de decretos e recomendações, a decisão de suspensão das salas presenciais foi sendo atualizada. Naquele momento havia a perspectiva de que a crise sanitária durasse menos de um mês e não mais de 365 dias como estamos vendo.

Assim, instituições privadas saíram na frente e implantaram o ensino remoto, mecanismo usado pela rede pública de maneira efetiva no segundo semestre com o objetivo de minimizar o impacto da pandemia na educação, apesar disso, com o número reduzido de alunos, algumas atividades chegaram a realizadas presencialmente.

AUXÍLIO CONECTIVIDADE

Na UEPB foi implantado o auxílio conectividade, benefício R$ 100,00 mensais para que estudantes em situação de vulnerabilidade econômica pudessem contratar serviços de internet. Também foi pago pela instituição uma bolsa em cota única no valor de R$ 1 mil para compra de celular, computador ou notebook.

ENSINO REMOTO NA PRÁTICA

Andresa Costa, estudante de Jornalismo da UEPB, compartilha um pouco da sua experiência acadêmica nos últimos meses. “Estamos estudando remotamente que é diferente do EAD. A experiência tem sido desgastante, mas prazerosa, é sempre bom compartilhar outros visões de Jornalismo neste momento histórico. Essa fase vai servir de exemplo para tantas outras fases que virão e também para vários cursos, especialmente os de Saúde. Felizmente as pessoas, neste aspecto, estão dando prioridade à vida com a suspensão das aulas presencias”, declarou.

Estudante de Arquitetura e Urbanismo da UFCG, Helen Moura destaca os desafios que vem enfrentando com a nova modalidade de ensino. “Estamos há um ano sem aulas presenciais por conta da pandemia no novo Coronavírus, o que nos fez vivenciar novas formas de aprendizado na qual não estávamos habituados. Pessoalmente, acredito que tem sido uma experiência que acarreta algumas dificuldades por conta da modalidade do EAD, por sermos um curso relativamente prático que necessita de assessoramentos, conversas e pesquisas em campo, estamos sofrendo com a ausência desses complementos que nos ajudavam no aprendizado. Mas é o melhor que podemos ter diante de toda problemática que nosso país vem enfrentando”, revelou.

Stênio Soares, que também estuda na UFCG, afirma que sente falta das aulas presenciais e menciona o esforço de cada professor para tornar os encontros remotos atrativos. “As aulas online são substituem o ensino presencial, mas precisamos conviver com essa desafiadora realidade, que também é bem difícil para os professores. Mesmo com todas as limitações, vejo o esforço da parte deles em oferecer o melhor para os alunos”, pontuou o estudante de Administração.

RETORNO FRUSTRADO

A maioria das instituições trabalhavam até o início deste ano com a possibilidade de retorno de algumas aulas presencias com prioridade à atividades laboratoriais dos cursos, mas o agravamento da pandemia impediu a volta. Outro detalhe que deve ser levado em consideração: professores pedem prioridade na vacinação contra a Covid-19 para com segurança retornarem às sala de aula. Com isso, a prática do ensino remoto deve fazer parte da rotina dos estudantes por mais alguns meses.

Redação Paraíba Debate – Gabriel Barbosa

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