Empresário campinense acusado de liderar quadrilha que roubava bancos e carros-fortes é preso em Patos

Uma ação conjunta da Polícia Civil da Paraíba e a Polícia Rodoviária Federal prendeu nesta quarta-feira (24) José Alexandrino de Júnior Lira, de 40 anos, acusado de liderar de uma quadrilha de roubo a bancos que atua no Nordeste. Ele empresário em Campina Grande e foi preso na cidade de Patos com um carro roubado,

Na ocasião, foi cumprido um mandado de prisão pela tentativa de roubo a um carro forte, fato ocorrido na cidade de São João do Cariri, em julho de 2020. A ordem judicial foi expedida após investigações da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) de Campina Grande, que investiga o caso.

De acordo com o delegado Diego Beltrão, há indícios de que José Alexandrino tenha se tornado ainda mais forte no comando da organização criminosa após a morte de Alan Davydson Nunes dos Santos, criminoso morto em confronto com a Polícia Civil da Paraíba e do Rio Grande do Norte, no bairro do José Pinheiro, em Campina Grande.

“Trata-se de uma pessoa bem conhecida pela polícia no mundo do crime e que já foi preso várias vezes. É conhecido, inclusive, pela alcunha de ‘professor’, devido à capacidade de articulação e planejamento das ações do grupo”, disse o delegado.

Alvo há anos

O homem preso ontem é alvo de investigações da Polícia Civil há muitos anos, em vários estados do Nordeste, devido às conexões e influência que ele tem com outros grupos de roubo a bancos pelo país. A prisão de José Alexandrino representa uma ação muito importante para a segurança pública do Nordeste.

Lavagem de dinheiro

A Polícia Civil tem informações de que José Alexandrino é proprietário de um conhecido restaurante na cidade de Campina Grande. O empreendimento pode ser mais um mecanismo de lavagem de dinheiro, o que também está sob investigação policial.

Sócio morto em confronto

Em setembro de 2019, um homem que seria sócio de José Alexandrino nos negócios em Campina morreu em confronto com a Polícia Civil de Alagoas, após um ataque a agências bancárias. Na operação policial, nove criminosos morreram.

Rebelião em Patos

Após ser preso em Patos, José Alexandrino foi encaminhado à penitenciária local. No entanto, os detentos iniciaram uma rebelião na unidade, e José Alexandrino teve de ser transferido para o presídio PB1, em João Pessoa.

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