Artistas nordestinos lançam música em homenagem a Juliette; paraibana alcança 16 milhões de seguidores no Instagram

Um time de artistas nordestinos gravou e lançou uma música em homenagem à maquiadora e advogada paraibana Juliette Freire, participante do Big Brother Brasil deste ano, que na última semana tem sido alvo de vários outros participantes do reality show. “Errante”, que foi lançada na quinta-feira (25) foi escrita pela cantora Bruna Ene e tem participação do poeta Bráulio Bessa e acompanhamento do sanfoneiro Waldonys.

“Errante” é um xote que traz elementos regionais do Nordeste para falar sobre a resistência do povo da região. Após os versos e o refrão, que fala da trajetória de Juliette no programa, Bráulio Bessa declama uma poesia acompanhado da sanfona de Waldonys, do triângulo e de algumas palmas.

A canção ainda fala sobre xenofobia, quando diz para que as pessoas não zombem do sotaque nordestino, e também reforça valores que Juliette defende no programa, como a verdade e o reconhecimento de erros. Por fim, o bordão “tchurubei tchurubai”, citado várias vezes pela paraibana no BBB, encerra a música.

Em menos de um dia após a publicação, a música já atingiu mais de 21 mil visualizações no YouTube e passou das 7 mil curtidas. No Instagram, rede social onde Juliette mais se destaca, passando dos 16 milhões de seguidores e tendo um dos perfis com maior engajamento no país, a postagem feita pela cantora Bruna Ene passava das 5 mil curtidas e 12 mil visualizações até a manhã desta sexta-feira (26). Ouça a canção:

Confira a letra:

Não me calo pra injustiça
Não rejeito o desprezado
Não aponto um dedo que vem outros quatro me apontar

Não desvio dos valores que preenchem o meu seio
Não me vendo nem por um milhão e meio

Não zombe do meu sotaque
Não me venha com ataque
Que sem levantar minha voz e me faço escutar

E enquanto você me julga
Não tente apagar minha luz
Mas deixe que eu faço o meu cuscuz

Refrão

Eu me reconheço errante
E aprendi a perdoar
Quem do erro do outro sou eu pra julgar?

Vou fazendo a minha parte
Espalhando compaixão
Onde há falsidade eu sou só coração

Eu sou Nordestino
Gentil, educado
E amo a cultura
De cada estado
Repare, são nove,
Sou miscigenado
E tenho orgulho
De ser misturado

Misturo o brega,
O funk, o xaxado
Misturo o Axé
Com forró arrochado
Misturo repente
Com Jorge Amado
E surfo nas ondas
Do sertão rachado.

Quem parte daqui
Peleja dobrado
Pra ter o direito
De ser respeitado
Mas o preconceito
Já estruturado
Agride, maltrata
Por tudo que é lado
Gritando o sussurro
Do ódio velado.
Igual faca cega
De corte afiado

Por isso meu verso é punhal amolado
Que fura, que grita
Não fica calado
Não baixa a cabeça
Não é dominado.
E nessa batalha sou pós-graduado
Quem quer me tombar
Acaba tombado

Não há nada que ensine mais que a simplicidade
E a peixeira que corta o mal
É a sinceridade

Mainha desde muito cedo sempre me dizia
Por onde andar eu te peço, minha filha
Ande junto com a verdade

E eu fui crescendo e valorizando amizade
Pois sei maquiar meu rosto
Mas não a personalidade

Mais que Romeu ama Julieta
Eu amo meu Nordeste
Não esqueça, o meu nome é Juliette

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