Diretor do Pedro I defende tratamento precoce com ‘kit Covid’ em Campina Grande mesmo sem comprovação de eficácia

O diretor do Hospital Municipal Pedro I, Tito Lívio, rebateu as críticas acerca da medicação administrada, de maneira precoce, nos pacientes contaminados com a Covid-19, que buscam atendimento na unidade hospitalar em Campina Grande. Ele disse que todo o tratamento precoce é prescrito pelos profissionais médicos e que os remédios só são administrados com a plena anuência dos pacientes.

“Nossos números comprovam o êxito na administração desses medicamentos, desde o começo da pandemia, há um ano. Os resultados em Campina Grande são os melhores da Paraíba. E lembro também que todo e qualquer tratamento, à base de medicamentos como a Ivermectina, Azitromicina e a Hidroxicloroquina, é prescrito pelos médicos e os pacientes só usam se realmente quiserem”, afirma Tito.

Acesse: Prefeitura de Campina Grande distribui medicamentos sem eficácia comprovada para tratamento da Covid-19

Ele lembrou ainda de uma declaração recente, dada pelo presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Ribeiro sobre o uso dessas medicações, a exemplo da Ivermectina e da Azitromicina. No entanto, apesar de manter parecer pela autonomia dos médicos na prescrição dos remédios, Mauro disse ao Estadão que profissionais que alardearem o ‘kit Covid’ como cura milagrosa, ou prescreverem coquetéis de medicamentos que possam causar danos à saúde, responderão sindicâncias nos conselhos regionais.

SEM EFICÁCIA COMPROVADA

Reportagem do portal Aos Fatos, da última semana, aponta que apesar de municípios distribuírem Hidroxicloroquina, Azitromicina, Ivermectina e Vitamina D, entre outras substâncias, com a promessa de evitar o agravamento da saúde do paciente, nenhum estudo científico sólido comprovou que tais drogas curam ou previnem a infecção.

Veja também:

Compartilhar