Restaurante popular gerido pelo Estado registra aglomerações e vereadora culpa Prefeitura de CG ao lembrar do fechamento de cozinhas comunitárias

A vereadora Jô Oliveira (PCdoB) denunciou a falta de reforço por parte da Prefeitura de Campina Grande para garantir a segurança alimentar da população em meio à pandemia da Covid-19. Um vídeo gravado nesta segunda-feira (1º) mostra uma fila de dobrar quarteirão no Centro da cidade, e o motivo seria a falta de restaurantes populares para atender a demanda, já que o único em funcionamento atualmente é o do Governo do Estado.

Ela afirmou que os restaurantes populares e cozinhas comunitárias, que poderiam auxiliar na alimentação dos campinenses, principalmente neste momento difícil, foram fechados ainda durante a gestão do então prefeito Romero Rodrigues (PSD).

“Demanda para a gente um alerta do que significa isso neste contexto de pandemia, com aumento do desemprego, essa relação de precariedade, a diminuição de pessoas que serão atendidas por esta etapa do auxílio emergencial do Governo Federal. Então é uma série de problemáticas, se a gente tem equipamentos como esse em funcionamento nos bairros, com certeza contribuiria para que as pessoas tivessem segurança alimentar neste cenário que tem sido tão difícil”, afirmou.

Jô ainda destacou que os dois restaurantes populares que funcionavam no Centro do município serviam cerca de 2 mil refeições diárias. Com o fim do funcionamento dos espaços, a demanda foi direcionada ao Estado, que antes da pandemia entregava cerca de mil refeições por dia e agora, atende 1,5 mil. “Desde então, com a ascensão do governo Romero, a gente não tem mais o funcionamento desses equipamentos”, lamentou.

A parlamentar também revelou o aumento no número de moradores de rua, o que a levou a distribuir lanches durante a noite para garantir a alimentação daqueles que, com o fechamento do comércio devido decretos que visam conter o avanço da pandemia no Estado, não podem pedir auxílio a outras pessoas. Além disso, também há uma grande demanda de idosos e pessoas que vão até o Centro da cidade apenas para ter acesso a alimentação.

“Com o fechamento do comércio, estamos distribuindo lanches todas as noites, porque se não está funcionando, automaticamente as pessoas não tem a quem recorrer, pedir um trocado e comprar a comida no final do dia”, lembrou.

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