Jovem autista passa em 1º lugar no curso de Medicina em universidade pública federal

A jovem Carol Nobre mora em Buritama, no interior de São Paulo e tem Síndrome Asperger, um transtorno neurobiológico enquadrado dentro da categoria Transtornos do Neurodesenvolvimento. A Síndrome de Asperger afeta a forma como as pessoas percebem o mundo e interagem com outras pessoas. Trata-se de um dos perfis  ou espectro de autismo, o chamado Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ela também tem Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), uma doença crônica que inclui dificuldade de atenção, hiperatividade e impulsividade. 

Mas nem as limitações do autismo conseguiram impedir que Carol se saísse bem no Exame Nacional do Ensino Médio. Na redação do Enem, ela conseguiu fazer 920 pontos.

A jovem é formada em Odontologia, mas abandonou a profissão porque tem hipersensibilidade sensorial e não suportava o barulho no consultório. Foi então que ela decidiu fazer Medicina e passou na faculdade, mas não tinha dinheiro para pagar as mensalidades e não conseguiu cursar.

Carol começou a fazer crochê e com o dinheiro das peças vendidas, ela pagou um cursinho online e estudou em casa durante a quarentena para tentar faculdade pública.

Aprovada, Carol agora vai conseguir entrar na universidade federal e poder estudar sem ter que pagar mensalidades. “Eu sou grata a todo mundo. Não conseguiria sozinha. É difícil falar. Tô feliz e sem acreditar. Parece um sonho”, comemorou.

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