PSD inicia diálogo com Lula de olho nas eleições de 2022 e coloca Romero e Bruno em situação complicada na Paraíba

A aliança formada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com partidos do Centrão ao longo de 2020 vem se desgastando nos últimos meses, e o PSD, um dos partidos que prometeu sustentação política ao mandatário no Congresso, já traça uma estratégia para descolar a sua imagem do Governo Federal — algo que já pode ser percebido na CPI da Covid por conta das atuações do presidente da comissão parlamentar de inquérito, Omar Aziz (AM), e do senador Otto Alencar (BA), de clara oposição ao Palácio do Planalto.

Quarta-feira(5), o ex-presidente da República e pré-candidato ao Palácio do Planalto em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve reunido com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. A duvida que fica é como o presidente do partido na Paraíba, Romero Rodrigues, aliado de Bolsonaro se comportará daqui para frente. Ex-prefeito de Campina Grande, Romero é pré-candidato a governador.

Em recente visita a Campina Grande, Bolsonaro cumprimentou alguns apoiadores que o aguardavam e estava acompanhado do ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD) e do atual, Bruno Cunha Lima (PSD), também simpático ao presidente e claramente de direita. Bolsonaro declarou apoio para o Governo do Estado em 2022 e disse que ele “mora no coração”.

Segundo o Correio Braziliense, políticos filiados à sigla reprovam a forma como Bolsonaro tem conduzido a pandemia da Covid-19 e avaliam que, para o bem do partido, o PSD não pode ser levado junto. Não à toa, parlamentares da legenda acreditam que, hoje, a agremiação tem menos chances de construir uma relação com presidente do que há um ano, quando Bolsonaro iniciou a aproximação com o Centrão.

O primeiro passo em busca da “independência” dado pelo partido foi a filiação do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, à legenda, na última terça-feira. Presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab foi o responsável por negociar a saída do prefeito do Democratas. O presidente do PSD ainda negocia a filiação do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), ex-presidente da Câmara. Com a chegada dele à legenda, Kassab aposta em um fortalecimento da oposição a Bolsonaro no berço eleitoral do presidente, o que certamente teria impacto na eleição presidencial. Nessa articulação para minar a popularidade de Bolsonaro no Rio, o pessedista cogita até uma aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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