Temendo terceira onda da Covid-19, João Azevêdo já prepara novo decreto para período de festas em junho

O governador João Azevêdo (Cidadania) justificou nesta quarta-feira (19) as medidas tomadas no último decreto estadual para conter a disseminação do novo Coronavírus, divulgado terça-feira (18) e que passa a quinta-feira (20). O decreto traz mais restrições a municípios em bandeira laranja, e João revelou preocupação com uma possível 3ª onda da Covid-19 na Paraíba.

“Tínhamos índice [de transmissão do Coronavírus] no início de março de 1.09, trouxemos para 0,94 agora em abril e efetivamente a partir do início de abril até agora chegamos em 1.01. O vírus está circulando de maneira muito maior. Outro fator é a taxa de ocupação dos leitos, nos Sertão e área de Campina Grande temos taxa maior, com 94% e 67%. O sinal de alerta surge imediatamente, no mês de março tínhamos media de 66 internações por dia e hoje estamos com 87 internações por dia, o que gera uma pressão sobre o sistema, mesmo abrindo leitos”, disse à TV Cabo Branco.

Além das maiores restrições para cidades em bandeira laranja, os municípios em bandeira amarela, terão fiscalização mais forte, disse o governador. “Temos que tomar as medidas para não chegar ao colapso, que não chegamos até agora, e para os municípios em bandeira amarela vamos aumentar a fiscalização. Para os em bandeira laranja houve aumento na restrição de mobilidade por que é necessário, queremos evitar a terceira onda, que já está acontecendo em alguns lugares”, declarou.

Festas juninas

A proximidade do mês de junho preocupa o Governo do Estado. Mesmo sem festas públicas, aglomerações em festas privadas clandestinas e reuniões familiares podem ocasionar um agravamento ainda maior da pandemia. O Governo do Estado prepara novo decreto para 2 de junho com medidas específicas para o período.

“A partir de 2 de junho estabeleceremos novo decreto para o período junino. Sabemos da importância da tradição, mas temos que entender que estamos em uma pandemia. Essa doença já matou 7.275 paraibanos e 3 milhões 390 mil pessoas no mundo, e muita gente acha que não chega próximo dos seus familiares e amigos. O mês de junho nos preocupa muito, mas faremos trabalho de conscientização e fiscalização”, revelou.

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