Na Paraíba, 96 pessoas estão desaparecidas, 19,72% delas crianças e adolescentes

O Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid-PB), do Ministério Público da Paraíba, acompanha 96 casos não solucionados de paraibanos sumidos, dos quais 19,72% são crianças e adolescentes (menores de 17 anos). A maior parte dos casos foi encaminhada pela Polícia Civil, que, entre 2018 e 2020, registrou 111 desaparecimentos de pessoas com até 20 anos de idade (19,64% do total dos desaparecidos na Paraíba).

Para o enfrentamento desse problema social, que atinge, aproximadamente, 20% da população infantojuvenil, o MPPB aderiu à Campanha Estadual de Prevenção ao Desaparecimento de Crianças no Estado, criada pela Lei Estadual 11.881/2021. A ação começa nesta terça-feira (25), Dia Internacional da Criança Desaparecida, e se estende até o próximo dia 31.

Entre 2018 e 2020, a Polícia Civil registrou 565 desaparecimentos. Os que não foram solucionados nas investigações foram recepcionados pelo Plid-PB (www.mppb.mp.br/plid), que é o Programa de Localização e Identificação de Pessoas Desaparecidas do Estado da Paraíba, responsável pelo cadastro dos desaparecimentos num banco de dados nacional, que sistematiza e cruza informações provenientes de diversos órgãos, ajudando na busca e localização de pessoas desaparecidas. Além disso, fomenta políticas públicas junto aos órgãos que trabalham no enfrentamento ao desaparecimento, a fim de auxiliar na prevenção e solução dos casos.

Dos 96 casos acompanhados pelo Plid-PB 19,72% são crianças e adolescente com até 17 anos de idade (sendo 15,49% entre 12 e 17 anos); 22,54% têm entre 18 e 25 anos; 15,49% estão na faixa etária entre 26 e 30 anos; 8,45% entre 31 e 35 anos; 28,17% têm entre 36 e 65 anos e 5,63 mais de 65 anos.

O perfil dos desaparecidos paraibanos também aponta que 59,38% são do sexo masculino, 30,21% do sexo feminino e 10,42% nao teve o sexo informado. A maioria é parda (68%) e preta (16%); 16% foram declarados da cor branca.

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