Mandetta declara em rádio de Patos que decisões erradas fazem Brasil pagar o preço: “Estamos muito mal liderados na pandemia”

Em entrevista nesta quarta-feira (2) a Rádio Universidade 105.1 FM de Patos, apresentado por Misael Nóbrega, Epitácio Germano e Mário Frade, o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse falou sobre a situação do Brasil na pandemia, vacina, política e prevenção à Covid-19. Mandetta que o país enfrenta o momento difícil com a 3ª onda por causa da condução errada do presidente Jair Messias Bolsonaro e de uma sequencia de decisões equivocadas, afetando a saúde, a economia e união do país.

De acordo com ele o Brasil já poderia estar no estágio dos Estados Unidos da América (EUA), onde as pessoas vacinadas já começam a circular sem máscaras. “O Brasil precisaria ter feito um pacto sobre três pilares em relação à saúde, a economia e de um pacto federativo, o que acabou sendo quebrado. Teríamos menos casos, menos mortes e menos quebradeira econômica”, disse.

O ex-ministro explicou que o Brasil recusou 20 propostas da Pfizer para a compra de vacinas e só há um mês adquiriu os imunizantes, apesar do país ter dinheiro para obter vacina. “A humanidade sempre venceu o vírus com vacina e nós temos várias vacinas disponíveis para compra, mas o governo preferiu fazer propaganda de remédio como cloroquina, ivermerctina, dessa conversa pra boi dormir que levava algumas pessoas a minimizarem os riscos e achar que se adoecessem era só tomá-los que ficariam boas”.

Ele criticou a decisão de sediar a Copa América no Brasil em meio a crise sanitária, econômica e social que o país enfrenta agravada pelo comportamento do presidente. “O país está muito mal liderado e os números altos vão embrutecendo as pessoas, nesse tempo todo o SUS atendendo no limite o governo insiste fazer com que as pessoas toquem a vida como se nada estivesse acontecendo. E agora a Copa América anunciada para daqui a 15 dias no meio da 3ª onda, muito triste e lamentável, falta união, fomos tensionados a nos dividir e pegamos o preço por isso”.

Ao ser indagado sobre pretensões políticas, Mandetta disse que especula-se muito e caso seja necessário, está disposto a dar sua contribuição, como também irá se posicionar, mas que não apoia a reeleição do presidente Jair Messias Bolsonaro e nem a eleição do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. “Se houver um nome que puder trazer esperança e confiança eu vou atrás porque no pós pandemia precisaremos reorganizar o país como se saíssemos de uma guerra, vamos precisar de líder muito forte para recuperar o estrago. Vamos ter de escolher com muita inteligência porque se temos um presidente que não conseguiu liderar numa situação de vida e morte como ele irá fazer para começar a resolver problemas crônicos agravados pelo vírus que ataca o país e o mundo inteiro?”

Luiz Henrique Mandetta disse que não acredita na CPI da Covid e que a maioria está querendo aparecer e no máximo restará um documento pra história. Para ele, deveriam ser editadas leis para multas e penalidades imediatas a gestores de todas a instâncias pelas arbitrariedades que estão sendo cometidas no presente e o presidente deveria receber uma multa de R$ 1 milhão por mau comportamento. “Parece que as pessoas estão indo lá contar uma porção de mentiras, não não tenho muitas expectativas em relação a essa CPI, mas vamos dar o benefício da dúvida”, disse.

Em relação a prevenção, ele reiterou que as pessoas que precisam sair não precisam ficar em casa, mas
tomar todos os cuidados orientados desde o início: distanciamento de dois metros, máscara colocada adequadamente e mãos lavadas. “Não há tem nada mais eficaz do que isso e a fé”.

Compartilhar