Profissionais de educação física protestam após Justiça determinar fechamento de academias em Campina Grande

A Justiça determinou que as academias de ginástica fechem em Campina Grande até o dia 18 de junho, período em que está em vigor o decreto estadual com normas restritivas de controle e combate à Covid-19. A decisão é da juíza Ritaura Rodrigues Santana, da 1ª Vara de Fazenda Pública. A ação foi movida pelo Governo da Paraíba após as medidas municipais adotadas divergirem das regras estaduais assim como aconteceu com João Pessoa e Cabedelo.

“Defiro o pedido de urgência e determino, liminarmente, o integral cumprimento da obrigação de fazer consistente em cumprir integralmente o decreto estadual 41.323, de 2 de junho de 2021 e todas as disposições emanadas das autoridades sanitárias do Governo do Estado da Paraíba, no que se refere a pandemia da Covid-19, enquanto perdurar seus efeitos”, consta na decisão.

Por causa disso, profissionais da educação física organizaram um ato na manhã desta segunda-feira (7) em Campina Grande. O grupo esteve no Parque do Povo, às margens do Açude Velho e em carreata passou pelo Centro da cidade para chamar a atenção das autoridades e da população. O principal argumento é que as academias ajudam na prevenção ao novo Coronavírus e também na reabilitação dos que venceram a doença, portanto, um serviço essencial. Mais de 100 pessoas participaram da manifestação.

Foto: Reprodução/Anderson Henrique

O vereador Sargento Neto (PSD) solicitou ao prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD), que recorra da decisão. “Pedi ao prefeito que acione a Procuradoria Geral do Município e entre na Justiça para derrubar a liminar que proíbe a atividade nas academias de Campina Grande. Não esquecemos de cobrar a higienização e os protocolos de distanciamento e comprometimento das academias com as medidas determinadas pelos decretos, mas precisamos fiscalizar e não proibir a abertura de instrumentos tão importantes para o bem estar e saúde do individuo”, disse.

Bruno Cunha Lima ainda não se posicionou. A Justiça, por sua vez, desde o início da pandemia tem dado respaldo aos decretos mais restritivos, neste caso, o do Estado deverá prevalecer.

Redação Paraíba Debate

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