Contrário ao voto impresso, Rafafá diz que proposta representa “gasto gigante” para o Brasil

Exercendo o cargo de deputado federal desde o mês de abril, Rafael Pereira Sousa – Rafafá (PSDB) declarou nesta segunda-feira (28) ser contrário à proposta de emenda à constituição (PEC) que pretende adotar o voto impresso nas urnas eletrônicas. A declaração foi parlamentar foi registrada durante entrevista ao Jornal Hora Onze, transmitido pela Rádio Universidade 105. FM na cidade de Patos, no Sertão do estado.

Questionado sobre o assunto, o deputado paraibano disse que chegou a se posicionar favorável ao tema, mas hoje discorda da proposta. “Eu comecei a avaliar isso no começo e até concordava, mas parando e analisando bem direitinho, discordo hoje. É um gasto gigante para o nosso Brasil se isso acontecer – tanto financeiro quanto psicológico para quem vota, pra quem é votado. Por que o impresso? Se a urna eletrônica funcionou tão bem até hoje e elegeu todo mundo. Todo mundo que está no poder hoje foi votado na urna eletrônica”, disse Rafafá.

Além do aspecto do financeiro para implantação da proposta no processo eleitoral, o parlamentar disse que o voto impresso pode colocar em dúvida a segurança da urna eletrônica e o próprio trabalho do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “É um gasto gigante. É um descredenciamento gigante do TSE e eu acredito que as pessoas vão ficar muito dúvida com relação a isso e vão perder a confiança. Eu sou totalmente contra, hoje eu vejo que é desnecessário. É um assunto desnecessário, a gente enfrenta outros problemas gigantes além da pandemia”, concluiu.

Rafafá assumiu a cadeira de deputado na Câmara Federal de forma interina, em função do pedido de licença apresentado pelo deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB).

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