CPI da Pandemia quebra sigilo de Tércio Arnaud Tomaz, campinense conhecido por integrar “gabinete do ódio”

A CPI da Pandemia, que vem investigando as ações e omissões do Governo Federal no combate à Covid-19, determinou nesta quarta-feira (30) a quebra dos sigilos telefônico e telemático de dois paraibanos. Trata-se de Tércio Arnaud Tomaz e sua irmã Lígia Nara Arnaud Tomaz. Além deles, o blogueiro Allan dos Santos e o assessor do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Carlos Eduardo Guimarães, também tiveram a quebra de sigilos solicitados.

O foco é investigar postagens nas redes sociais e aplicativos de conversa, contrárias à vacinação e favoráveis ao uso do famigerado ‘kit Covid’ com medicamentos sem eficácia comprovada pela comunidade científica. Ainda há a suspeita de que o Palácio do Planalto e integrantes do chamado “Ministério da Saúde paralelo” teriam financiado a referida rede de notícias falsas.

Natural de Campina Grande, Tércio foi citado em 2020 no relatório do Facebook, quando a rede social anunciou a remoção de mais de 70 contas falsas ligadas a aliados de Jair Bolsonaro. O jovem é amigo pessoal do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), um dos filhos do presidente.

Tércio também é assessor especial da Presidência da República, com salário bruto de R$ 13.623,39, e apontado como o líder do chamado “gabinete do ódio”, termo para designar um grupo dentro do Palácio do Planalto que supostamente dissemina mensagens difamatórias contra adversários de Bolsonaro e cuida de suas redes sociais.

O jornalista Felipe Nunes, da Arapuan FM, apurou que Tércio deverá recorrer da decisão tomada pelos senadores da CPI, por considerá-la inapropriada.

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