‘Superpedido’ de impeachment contra Bolsonaro é protocolado com apoio de entidades e deputados paraibanos

Partidos e entidades protocolaram na tarde desta quarta-feira (30) o que estão chamando de “superpedido” de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O “superpedido” tem 46 participantes e unifica argumentos apresentados nos outros 123 documentos pela abertura do processo de afastamento de Bolsonaro já apresentados à Câmara. A ação acusa o presidente por 23 crimes de responsabilidade.

“Tenho certeza que a luta no parlamento, junto com a luta nas ruas, vão fazer chegar a nosso objetivo, que é que ele [Bolsonaro] caia. O que nós queremos é fora Bolsonaro”, disse a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann.

O deputado Kim Kataguiri (Democratas-SP) justificou a presença no ato. “Eleitoralmente, nós [partidos] estaremos em breve em campos distintos. Mas, como seria a minha pequenez se eu me recusasse a fazer parte [da frente], a continuar com convicção e o ideal de derrubar um dos presidentes da República mais criminoso do país. É algo maior que existe, é algo histórico. Não tenho vergonha de unir o pedido de impeachment do MBL com outros pedidos”, disse o parlamentar.

Ex-aliada do presidente, a deputada Joice Hasselman (sem partido) também assinou o pedido. “Não se trata de uma questão ideológica, se trata de uma questão do Brasil. Temos hoje o homem que atacou todas as instituições. Alguém que conseguiu desmoralizar o Exército Brasileiro. Nunca mais, nem com uma arma na cabeça, essa homem leva um voto meu”, argumentou a jornalista.

Os partidos subscritores são todos do chamado campo da esquerda ou da centro-esquerda – PT, PCdoB, PSB, PDT, PSOL, Cidadania, Rede, PCO, UP, PSTU e PCB, estes quatro últimos sem representação no Congresso.

Confira abaixo a lista de paraibanos que assinaram a peça (entre políticos, representantes da sociedade e entidades da Paraíba):

  • ADFPB, Sindicato dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba
  • André Bonifácio, fisioterapeuta sanitarista
  • Frei Anastácio, deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT)
  • Gervásio Maia, deputado federal pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB)
  • Gisele Guimarães, advogada e professora

Para que um processo de impeachment seja aberto e passe a tramitar na Câmara, o presidente da Casa, Arthur Lira (Progressistas-AL), aliado do governo, precisa aceitá-lo.

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