“Dormiram com uma criança morta”, afirma delegado sobre mãe e padrasto acusados de espancar menino de dois anos em Campina Grande

O menino de dois anos que deu entrada no Hospital de Trauma de Campina Grande na quarta-feira (30), já estava morto há quase 9 horas quando chegou à unidade hospitalar. De acordo com a Polícia Civil, o laudo da perícia indicou que a criança morreu por volta das 23h da terça-feira (29) e a mãe da vítima só o levou ao hospital as 7h50 da quarta-feira.

“Dormiram com uma criança morta, sabendo que ela estava morta”, disse o delegado Glauber Fontes, durante coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (1º).

No hospital, foram identificados vários hematomas no corpo do menino. A equipe médica acionou a polícia, que, ao chegar no local, prendeu em flagrante Joana Darc Miguel Ramos, mãe da criança. A perícia constatou que o menino sofreu pancadas muito fortes nas costas, que chegaram a romper o rim e o fígado. A causa da morte foi hemorragia interna.

A suspeita negou o crime e disse à polícia que o seu marido, padrasto da criança, quem o havia espancado. O homem,  Filipe Ferreira Xavier, de 27 anos, que já tem passagens pela polícia por crimes patrimoniais e de atentado à vida, também foi preso na quarta-feira (30). Uma outra filha do casal, de 4 anos, também apresentou sinais de agressões físicas. A menina passou por uma perícia e, na manhã desta quinta-feira, o laudo confirmou as lesões.

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Conforme a Polícia Civil, em depoimento, a mãe e o padrasto da criança entraram em contradições acusando um ao outro de ter cometido o crime. Para polícia, a peça chave para a conclusão do caso foi o depoimento de uma testemunha, que informou que viu quando os dois suspeitos agrediram a criança.

De acordo com o delegado Francisco de Assis, da Delegacia de Homicídios, a mãe apresentava sinais de uso de entorpecentes. No depoimento, ela informou que trabalha com coleta de material reciclável, que estava muito cansada e que havia deixado a criança com o padrasto, o que entrou em contradição com o depoimento do marido dela.

Além do menino que foi morto, a mulher tem dois filhos. O conselho tutelar resgatou as duas crianças, que agora estão sob a tutela do pai de uma delas. Segundo o homem, ele havia se separado da mulher após ela ter começado a usar drogas.

Redação Paraíba Debate com informações do G1

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