Casos de leptospirose aumentam e prefeitura aplica raticida para conter proliferação de roedores

O aumento de casos de leptospirose fez com que a Prefeitura de João Pessoa redobrasse a aplicação de raticida nos bairros do Roger e de Oitizeiro, que são localidades com muitas residências e terrenos, onde acumulam muito lixo e são propícios para a proliferação de roedores. A iniciativa é para combater a infestação de ratos.

De acordo com diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Alline Grise, o período chuvoso é mais propício para o surgimento de casos de leptospirose, até por isso, a Prefeitura já está em ação para evitar que novas pessoas sejam contaminas.

“A equipe da Vigilância Ambiental e Zoonoses primeiro passa nas residências fazendo a orientações sobre o descarte do lixo. Depois, sinaliza para a Emlur os locais onde há a maior concentração de lixo para que possa ser feita a limpeza. Junto a isso, os agentes de endemias colocam os raticidas para combater os roedores”, explicou.

Segundo a diretora do Centro de Controle de Zoonoses da Capital, Pollyana Dantas, o trabalho de combate a proliferação de ratos em áreas propensas de infestação está sendo realizado desde o início do ano. Além de bairros, as equipes da Vigilância Ambiental já passaram fazendo a desratização por presídios, escolas e creches.

“Fechamos parceria com a Secretaria de Educação e estamos atuando em  todas as unidades de ensino do município. Estamos atendendo atualmente as demandas de todas as secretarias, fazendo desde UPAs a hospitais, unidades habitacionais as quais fazemos o serviço de zeladoria, casas de acolhidas, Clube da Pessoa Idosa e demais órgãos públicos. Nossas ações são diárias e estamos com as equipes especiais complementares atrelando os serviços de sanitização, dedetização, combate ao Aedes aegypti e desratização. Todas elas funcionam integrando as informações, organograma e ações”, contou Pollyana.

A leptospirose é uma doença infecciosa causada pela bactéria do gênero Leptospira, que pode ser transmitida para pessoas por meio do contato com a urina e excrementos de animais infectados por essa bactéria, como ratos, principalmente, além de cães e gatos.

A doença tem incidência mais frequente em épocas de chuva, pois devido às poças e solos úmidos, a urina dos animais infectados pode facilmente se ser espalhada e a bactéria infectar a pessoa por meio das mucosas ou feridas na pele, provocando sintomas como febre, calafrios, olhos avermelhados, dor de cabeça e náuseas. Apesar da maioria dos casos provocar sintomas leves, algumas pessoas podem evoluir com graves complicações, como hemorragias, insuficiência renal ou meningite, por exemplo.

Fonte: ClickPB

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