ALERTA: Vulcão que pode causar tsunami no Nordeste entra em erupção

Um vulcão entrou em erupção neste domingo (19) em La Palma, uma das ilhas do arquipélago espanhol Ilhas Canárias, lançando uma nuvem de fumaça e cinzas a partir do parque nacional Cumbre Vieja, no sul da ilha. Durante toda semana especulou-se a possibilidade do fenômeno provocar um tsunami no Nordeste brasileiro, mas risco está praticamente descartado.

As autoridades já haviam começado a evacuar os moradores enfermos e alguns animais de aldeias vizinhas antes da erupção, que ocorreu em Cabeza de Vaca, em El Paso, às 15h15 do horário local (11h15 no horário de Brasília), de acordo com o governo das Ilhas Canárias.

Antes da erupção, os cientistas registraram uma série de terremotos de magnitude 3,8 no parque nacional, de acordo com o Instituto Geográfico Nacional Espanhol (ING).

Nesta semana, o professor de Oceanografia Física Antonio Fernando Härter Fetter Filho, da Universidade Federal de Santa Catarina, divulgou um vídeo com simulação do tsunami gerado pela erupção do vulcão Cumbre Vieja, nas Ilhas Canárias. A simulação estabelece o nível das ondas em Fortaleza, Recife, Salvador e Rio de Janeiro. 

Segundo o pesquisador Saulo Vital, professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Coordenador do Núcleo de Estudos e Ações em Urgências e Desastres (NEUD), não existem estudos aprofundados com simulações numéricas sobre os impactos para a costa brasileira, então seria difícil especificar com clareza quais estados seriam afetados por um possível tsunami.

Porém, devido ao formato da costa brasileira, a região do Nordeste se torna a região mais vulnerável, principalmente o litoral setentrional, formado por Ceará, Rio Grande do Norte e nordeste do Maranhão.

O professor e pesquisador Saulo Vital explica que existem quatro níveis de alerta, o amarelo é o segundo nível, que trata-se, na verdade, de um estado de observação por causa dos pequenos sismos dos últimos dias.

O pesquisador afirma que o alerta é importante, mas não é dos mais graves.

Com G1

Compartilhar