Descaso na entrega da merenda gera desbastecimento das creches de Campina Grande

O Sintab, como membro do Conselho de Alimentação Escolar (CAE), vem a público denunciar o descaso dos fornecedores contratados pela Secretaria de Educação (SEDUC) na entrega e distribuição da merenda escolar nas creches e escolas de Campina Grande. Desde o último dia 19, o CAE vem recebendo inúmeras denúncias da comunidade escolar diante da ausência de itens obrigatórios que compõe a merenda escolar, deixando milhares de alunos da rede municipal de ensino em situação de insegurança alimentar.

O problema foi verificado em diversas unidades, mas há indícios de que possa estar ocorrendo em toda a rede de ensino. A título de exemplo, a Creche Maria Emília Pedrosa, no Araxá, está há 25 dias sem carne, 20 dias sem verduras e desde a semana passada estão à espera de outros itens alimentícios. A Creche Alcides Cartaxo, no Cinza, falta carne, alho, coentro, arroz, leite, carne sem osso e filé de peito de frango. A última entrega foi realizada no dia 26 de outubro, quando foi distribuída frutas no local.

Já na Creche Cotinha Carvalho, no Pedregal, falta carne, arroz, ovos, alho, coentro enquanto que as polpas de frutas foram doadas pela comunidade. A última entrega de carnes foi realizada no dia 07 de outubro, onde o fornecedor se negou a pesar os produtos. Por fim, a Creche Célia Marcia Santos Cirne, no José Pinheiro, a última entrega de cereais ocorreu no dia 26 de outubro, e a de carnes no dia 01 de outubro. Faltam ovos e leites para 157 crianças e, quando cobrada, a SEDUC não dá retorno nem explicações. Os alimentos que se encontram na despensa foram doados pela comunidade.

Como paliativo, a SEDUC tem sugerido como substitutivo nutricional em memorando entregue aos gestores das unidades escolares que “façam como refeição de Almoço para os alunos de Berçário 2 e maternal Sopa de Legumes Nutritiva + Fruta. (…) Para a próxima semana já deixo duas (duas) refeições de Almoço fixas do Cardápio de Berçário 2 e Maternal Sopa de Legumes Nutritiva + Fruta”.

Os funcionários dessas creches denunciam que estão “completamente sem estrutura e sem condições de trabalhar”. Foi cobrado providências à SEDUC, como também do Setor de Nutrição e Distribuição de Merenda e dos fornecedores, à imediata regularização das entregas. O diretor do Sintab e também presidente do CAE Joselito Barbosa informou que as entregas por parte da agricultura familiar, das carnes e dos cereais também estão atrasadas. Em audiência realizada na tarde desta terça-feira, dia 30, no Ministério Público entre a SEDUC, a Procuradoria-Geral do Município e a Empresa Fornecedora, ficou definido que serão tomadas as seguintes providências: a) rescisão do contrato com o atual fornecedor; b) convocação do 2º colocado no processo de licitação.

O Sintab tem acompanhado de perto junto ao CAE todo este processo e cobrado uma ação mais incisiva por parte da SEDUC, no entendimento de que as crianças não podem ser prejudicadas pela má gestão na entrega dos itens. “As crianças precisam se alimentar e continuaremos cobrando mais ações na distribuição correta e regular dos itens que compõe a merenda”, disse Joselito. Para mais informações, entre em contato pelo fone (83) 3341-3178 ou através das redes sociais do Sintab no facebook e instagram.

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