Avanço exponencial de casos de Covid leva Prefeitura de Campina a abrir novos centros de testagem

Com o aumento no número de casos da covid-19 a Prefeitura de Campina Grande, por meio da Secretaria de Saúde, vai ampliar o número de centros de testagem no município. A partir desta terça-feira, 25, os testes também serão oferecidos no Centro de Saúde da Bela Vista, na Policlínica das Malvinas, na Unidade Mista de Galante e no Centro de Saúde de São José da Mata.

O objetivo é descentralizar o atendimento aos pacientes com suspeita da covid-19. A testagem vinha sendo realizada em seis pontos: Complexo Hospitalar Municipal Pedro I, no Hospital Municipal Dr. Edgley, nas duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA) para as gestantes e no Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), para menores de 16 anos.

Na segunda-feira, 24, foram realizados mais de mil atendimentos somando os procedimentos nestes serviços, sendo 650 somente no Hospital Pedro I. “A intenção é disponibilizar a oferta de testes em mais locais e permitir que as pessoas das áreas mais distantes tenham acesso ao atendimento e testagem, já que a maioria desses casos atendidos nas emergências não apresenta perfil de paciente hospitalar”, explicou o secretário de Saúde, médico Gilney Porto.

O secretário explicou que o município vem realizando um trabalho de triagem qualificada em que todos os pacientes, com sintomas gripais, são atendidos por médicos antes de serem testados para a covid-19. O objetivo é otimizar a aplicação dos exames, seguindo as recomendação de órgãos como Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) e a Organização Pan-Anamericana de Saúde (OPAS), diante do desabastecimento de testes em todo o mundo.

O teste é aplicado em pessoas a partir do terceiro dia de sintoma e são priorizados os pacientes com sintomas moderados, as pessoas idosas, trabalhadores de saúde, imunossuprimidos, pacientes oncológicos, recém-operados, gestantes e aqueles com doenças reumatológicas.

Além disso, também é possível ter o diagnóstico clínico, quando o médico atesta o caso positivo com base no relato dos sintomas, em exames de imagem ou na presença de anosmia (perda do olfato) e ageusia (perda da capacidade de sentir sabor). “Diante do número crescente de casos, existe a possibilidade do diagnóstico assistencial, pois estamos em outra fase da pandemia, em que a maioria da população está vacinada”, esclareceu o secretário.

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