Veneziano diz que sua candidatura ainda não foi definida e rompimento com governador não está consumado

O primeiro entrevistado de estreia do podcast Conectados, apresentado pelos jornalistas Bastos Farias, Daniela Pimentel e Rodrigo Rovaris, nesta quinta-feira (27) o senador Veneziano Vital do Rego, voltou a ser escorregadio ao falar publicamente sobre as relações com o governador João Azevêdo e à sua candidatura ao governo do Estado neste ano, declarando que seu rompimento com o chefe do executivo estadual não é fato consumado.

Apesar disso, ele relatou descontentamento com a falta de contato com o governador, com quem disse ter mantido alguns meses, um hiato no diálogo.

Sobre a pré-candidatura ao governo, o senador disse que se sente detentor da missão de recompor o MDB e dentro desta perspectiva há um sentimento da legenda em sua candidatura, que segundo ele foi sacrificada em 2010 para evitar um racha dentro do MDB e minada por companheiros políticos em 2014, e sem querer prejudicar as chapas proporcionais, ele acabou desistindo e disputando a Câmara Federal.

“Há uma grande possibilidade, uma boa possibilidade da composição majoritária, mas se esta decisão já estivesse tomada eu diria aqui. Precisamos recompor o MDB e existe o desejo da legenda em nível nacional de que isto ocorra”.

Sobre as relações com o governador João Azevedo, com quem Veneziano se encontrou recentemente, ele disse que não há rompimento consumado da aliança, mas que está conversando . “No encontro com o governador inclusive eu disse que estamos conversando com as bases e ouvindo as pessoas que gostam de mim que tem o desejo de ver minha postulação”.

Veneziano disse entre ele e o governador houve um hiato de diálogo de quase 8 meses e deixa claro ressentimentos em relação à aproximação de João Azevêdo com o ex-prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues. “Houve um lapso de tempo sem tratarmos sobre política, acho estranho este hiato em se tratando de dois amigos, duas pessoas companheiras de jornada. E também me chamam a atenção é que se faça opções por outras pessoas ao invés de seus companheiros de batalha e vitórias anteriores, do primeiro momento. Então campanhas majoritárias requerem novos apoios, mas é preciso manter aqueles que estiveram desde o início”.

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