Saída de aliados gerou tensão a João Azevedo, mas em 2º mandato garantirá gestão ainda mais técnica

O governador João Azevedo pode até estar vivendo um momento de turbulência e tensão, natural ao período pré-eleitoral que certamente será mais acentuado com o início da campanha, mas diante de uma reeleição, poderá fazer uma gestão que poucos governantes conseguiram: livre de compromissos políticos que amarram uma administração pública e sufocam a máquina pública municipal estadual e federal.

Apesar da perda de lideranças como o senador Veneziano Vital do Rego e vice-governadora Lígia Feliciano, sendo reeleito, João poderá acentuar o perfil técnico que vem imprimindo à sua gestão, mas que ainda possuía amarras com o velho estilo de fazer política.

Com vários técnicos em secretarias estratégicas, no próximo mandato, o chefe do executivo estadual poderá governar com mais tranquilidade e foco administrativo, sem amarras político-partidárias.

Embora não seja um político de carreira, mas um técnico alçado à político, João Azevedo conhece a importância e tem controle sobre os mecanismos de governabilidade que ao longo do primeiro mandato conseguiu conduzir com maestria, mas tem os olhos voltados para as ações administrativas e talvez por isto, tenha tido revezes de última hora com aliados.

Sob o prisma do poder, as baixas políticas vêm sendo analisadas por políticos e jornalistas como negativas, mas o que não se tem observado ainda é qual a leitura de quem está na ponta: o eleitor. Livre de políticos de carreira, caciques, oligarquias, extrema direita e extrema esquerda e figuras carimbadas do povo paraibano, o governador disputará a eleição no raça: ou seja no trabalho.

Algo parecido com o que ocorreu com seu antecessor e ex-aliado, Ricardo Coutinho, que para disputar a reeleição em 2014, ficou sem o principal aliado e dificuldades em conseguir quem aceitasse a vaga de vice.

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