Preço da gasolina sobe e atinge nível recorde no Brasil

O preço da gasolina atingiu um novo recorde nos postos de combustível. Em dados apresentados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço da gasolina subiu pela segunda semana seguida. A média do litro da gasolina no Brasil ficou em R$ 7,270 na semana entre os dias 17 e 23 de abril, o que representa uma alta de 0,70% em relação à semana anterior.

Este é o valor mais alto pago pelos consumidores desde que a ANP passou a apresentar semanalmente os preços.

Depois do reajuste no preço dos combustíveis, anunciado pela Petrobras, não é só o preço da gasolina que pesará mais nos bolsos dos consumidores. Os aumentos, motivados especialmente pelos conflitos entre Rússia e Ucrânia, afetam indústrias, transportes e refletem, diretamente, no consumo de alimentos.

Conforme explica Gilberto Braga, economista e professor do Ibmec-Rio, todos os compostos feitos a partir do petróleo encarecem. É o caso dos plásticos, amplamente utilizados no setor industrial. O valor a mais gasto com a produção do material acaba provocando um efeito inflacionário grande, que se espelha no valor final dos produtos que chegam aos brasileiros.

Outro setor de destaque é o da logística. Com o aumento de 24,9% no diesel, toda a cadeia de transportes e fretes sofre. “Mesmo os produtos que não usam diretamente o petróleo têm impacto inflacionário, devido ao processo de fazer o produto chegar no consumidor”, esclarece Braga ao Yahoo Finanças.

Inclusive, é possível afirmar que as importações feitas pelo Brasil correm o risco de ficarem mais caras, já que aviões e navios internacionais podem ter que desviar de pontos em conflito e usar mais combustíveis em rotas mais longas.

Tal ‘elevação dos patamares internacionais’ é diretamente influenciada pelos conflitos entre Rússia Ucrânia, que fizeram com que o barril de petróleo tipo Brent superasse US$ 130 nesta terça-feira (8) – o maior valor da commodity em quase 14 anos. O motivo tem a ver com o fato de que o país comandado por Vladimir Putin é o 4º maior produtor de petróleo no mundo. As sanções aplicadas ao país pelo ocidente e o embargo anunciado pelos EUA complicam ainda mais o preço do produto.

Yahoo Finanças

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