Prefeitura não dá nome às ruas e moradores do Conjunto Ronaldo Cunha Lima não “existem” em CG

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Entregue há quatro anos em 2012, o Conjunto Ronaldo Cunha Lima reúne mais de 600 famílias e já enfrenta problemas de várias áreas de Campina Grande, como falta de pavimentação, infraestrutura e falta de atendimento odontológico. Ao lado da Unidade Básica de Saúde (UBS) do conjunto há um matagal e um canal aberto. Mas o pior problema enfrentado pelos moradores é a falta de cidadania e situação de indigência: eles não têm endereço.

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Sem ruas cançadas, moradores enfrentam lama no inverno e poeira no verão

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Além do transtorno de precisar repassar endereços de parentes e vizinhos de áreas próximas para receber a correspondência, as pessoas têm prejuízo na obtenção de programas sociais e na comprovação de residência.  “A gente tem de ir pra outro local receber nossas encomendas e faturas ou puxar pela internet”, disse a dona de casa, Gilsa Maria.

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A maioria das ruas não têm nomes e as que foram nominadas possuem Código de Endereçamento Postal (CEP) em outros bairros. Após a nossa reportagem pesquisar apenas uma das ruas do Conjunto Ronaldo Cunha Lima, a Severina Barros e Silva, descobrimos que o logradouro está cadastrado no bairro do Araxá com o CEP: 58404-360. A Rua do Conjunto Ronaldo Cunha Lima não está cadastrada no sistema dos Correios. A Rua Dalila Brito de Oliveira, onde esta instalada a UBS tem a placa, mas não possui CEP.

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Rua Severina Barros e Silva está cadastrada no bairro do Araxá

A presidente do Clube de Mães, Márcia Soares disse que a comunidade se sente indigente. “Sem termos endereço é como se a gente não existisse, não dá nem pra comprovar residência e obter um cartão de supermercado de bairro.”, disse.

De acordo com os moradores, eles já reclamaram a situação nos Correios e Telégrafos (ECT), mas foram informados que a Prefeitura de Campina Grande precisa dar os nomes às ruas para a realização do cadastro.

Na casa de uma das moradoras que não quis se expor na matéria, as contas de água e luz chegam na sua residência com endereços diferentes. “Perdi o direito à tarifa social da Cagepa por causa do endereço. As outras correspondências são enviadas para a casa dos meus pais, mas o que eu acho mais grave é que para todos os efeitos nós não somos cidadãos de Campina Grande, não podemos receber todos os benefícios e nem contribuímos porque aqui não recebo o IPTU”, disse.

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