Agente de saúde Rosicreuda foi 1ª pessoa a morrer de Covid em Pocinhos; família tenta superar saudade

Há um ano, no começo da manhã do dia 18 de junho de 2020, uma família pocinhense chorava a partida precoce de Rosicreuda Alves Lustosa, agente de saúde de Pocinhos e primeira pessoa a morrer por Covid-19 na cidade. A mãe e avó ativa, zelosa e querida por familiares e amigos era uma mulher cuidadosa que se prevenia ao máximo da doença, mas ao ser contaminada precisou ser internada e não resistiu às complicações da doença. Um ano depois, a família impactada pela perda tenta se recuperar seguindo os passos de Rosi e alertando sobre o perigo da doença.

Cada um ao seu modo e no seu caminho cultiva a memória da mãe no dia a dia, com algumas lembranças materiais, como fotos, plantas e objetos pessoais, mas principalmente com os exemplos de união, dedicação, amor à família e empatia com o próximo.

Foi este amor que fez com que as filhas participassem de uma campanha da Prefeitura para tentar conscientizar as pessoas para a necessidade da prevenção e que move a todos a superar o vazio da mãe, reproduzindo algumas ações que ela gostava de fazer, como distribuir lanche às crianças da comunidade, no Dia das Crianças. “Minha mãe carregava sempre alguma coisa na bolsa porque nas suas andanças de agente de saúde, quando chegava na casa de alguém muito humilde, ela dava para as crianças, ela se preocupava sempre com todos e fazia o que podia para ajudar, com os filhos era sempre muito atenciosa e presente. Era apaixonada pela natureza, pelas plantinhas. Na casa dela plantou rosas lindas, ela estava sempre ativa e disposta, ela faz muita falta”, disse Marcela, uma das filhas.

Para Marcela e os demais filhos e familiares, Rosi, Creuda, nomes pelos quais ela era conhecida, não foi o primeiro caso de óbito por Covid do município e nem mais um entre tantos do estado que naquele dia 18 de junho, entraram para a estatísticas de morte. Para eles, era a mãe, a presença sempre alegre, forte, batalhadora, que gostava de comemorar as datas especiais com a família e que de repente desapareceu, sem tempo para despedidas e o consolo da família foi a convivência intensa e unida e o legado de dignidade que pretendem preservar.

Um ano depois, Pocinhos registra 20 casos de mortes por Covid, todos de pessoas especiais para alguém, todos filhos, pais, tios, sobrinhos, primos, amigos, pessoas queridas; não estatísticas.

Filhas realizaram entrega de lanches à comunidade como Rosicreuda fazia todos os anos

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