Anastasia é eleito relator da comissão do impeachment e Lira confirma votação no dia 12

A comissão especial do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) no Senado elegeu nesta terça-feira (26) seu presidente e relator. A eleição para a presidência foi por aclamação e ficou com o senador Raimundo Lira (PMDB-PB), que garantiu a votação para o dia 12 de maio. Já a eleição para a relatoria gerou mais de duas horas de debates entre os senadores, mas acabou sendo confirmado o nome do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), eleito com cinco votos contrários. As bancadas do PT, PCdoB e PDT foram as únicas a encaminhar votos contra Anastasia como relator.

Após ser confirmado como relator, Anastasia prometeu “serenidade” e “debate” no exercício da função. “Deus me concedeu o dom da serenidade. E essa serenidade servirá muito, juntamente com meu senso de responsabilidade, que sempre caracterizaram meu trabalho nas funções públicas que exerci, para desempenhar aqui as funções de relator. Escutando, ouvindo, debatendo, aberto de maneira extremamente democrática”, declarou.

A escolha do tucano para a relatoria aconteceu após diversas manifestações contrárias de parlamentares governistas, que tentaram impedir Anastasia de assumir o cargo alegando que ele, por ser do PSDB, não teria isenção para elaborar o parecer sobre o pedido de impeachment contra Dilma. Ele também é aliado e ex-coordenador de campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

As senadoras governistas Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) fizeram questões de ordem pedindo que Anastasia ou qualquer outro parlamentar do PSDB não pudessem assumir o cargo de relator da comissão. Anastasia foi o indicado do PSDB para o cargo, e foi também o único indicado a relator entre os membros da comissão.
Hoje, o presidente da comissão negou as questões de ordem. Segundo Lira, nem Anastasia nem o PSDB são autores do pedido de impeachment, hipótese em que estaria prevista nas regras do Senado o impedimento do parlamentar para ocupar a função na comissão. Lira afirmou ainda que a Lei do Impeachment diz que apenas cidadãos podem assinar o pedido de impeachment, e não partidos políticos, o que, segundo o presidente da comissão, excluiria a participação do PSDB na autoria do pedido.

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