Artistas da Paraíba ressaltam a importância do Dia do Orgulho LGBTQ+

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Foto: Adri L./Divulgação

Bia Manicongo tem 19 anos e é poetisa, MC, rapper e atriz. Bia começou cedo no campo das artes, entrando no teatro aos seis anos e se lançando como poetisa, por meio do slam, como são conhecidas as batalhas de poesia, aos 17 anos. Nascida em Santa Rita, Região Metropolitana de João Pessoa, desde pequena já se sentia como mulher, apesar de ainda usar o nome de batismo. Há poucos anos, adotou de vez a identidade travesti, com o nome artístico de Bixarte, que carregou consigo quando representou a Paraíba na final do Campeonato Brasileiro de Slam (Slam BR), em São Paulo, em 2017.

“Ser uma MC travesti dentro da cena do rap no Brasil é ter várias lutas ao mesmo tempo: contra o sistema, contra a massa gourmetizada que deslegitima tanto nossa potência enquanto artista como nossa mulheridade. Meu trabalho enquanto rapper é entrar na indústria musical e afirmar que o meu corpo é potência e força. É mostrar para as bichas, lésbicas, bissexuais, não binários e travestis que nós podemos ser o que quisermos ser”, conta Bixarte.

A artista, que recentemente lançou um disco de remix da sua mixtape “Faces”, diz que falar do Dia do Orgulho LGBTQ+ é lembrar que a luta contra o preconceito – e sobretudo contra a violência – é constante. “Vivemos em um país que mais mata LGBT, que mais vulgariza e assassina mulheres trans, portanto, nosso orgulho é das LGBTs que estão ocupando lugares de acesso e dando a cara à tapa para que todas nós possamos viver. Que a gente fique viva e celebre o amor, o amor que nós temos e sentimos dos nossos”, completa.

Bixarte tem três EPs lançados, “Revolução”, “Faces” e “Faces – Remix”, e em novembro deve lançar o primeiro álbum de estúdio, intitulado “Traviarcado”. Toda a obra de Bia Manicongo é pautada na luta LGBTQ+, além de canções de combate ao racismo, gordofobia, xenofobia, entre outros temas dos direitos humanos.

Aquiza, multi-instrumentista e professor

Alexsandro é músico e gay, mas é conhecido como Arquiza. Começou a ser drag queen com 22 anos, entre 2016 e 2017. Além de drag queen, Arquiza é multi-instrumentista e já tocou na Orquestra Jovem da Paraíba, na Orquestra Sinfônica da Paraíba e atualmente faz parte da Orquestra Municipal de João Pessoa, além de dar aulas de viola em um projeto social no bairro do Alto do Mateus. Para Arquiza, o início como drag queen foi difícil, pois não conhecia ninguém do meio e aprendeu tudo só. Depois de um tempo, as coisas simplificaram, mas ainda assim há dificuldades.

“Todo trabalho que tem um LGBTQ+ botando a cara, se reinventando, se posicionando, é difícil”. Durante todo o mês de junho a comunidade comemora o mês do Orgulho LGBTQ+, mas a data principal é celebrada neste domingo (28). “A data é de extrema importância porque a gente viveu durante muito tempo escondida, era uma parte da sociedade que queriam esconder. O mês faz lembrar que as pessoas que a gente existe e acima de tudo resiste. É quando a comunidade se une em prol dos nossos direitos, em prol de reivindicar nossa liberdade de ir e vir, de amar, de se expressar”, disse Arquiza.

Redação Paraíba Debate com Informações G1PB

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